Medida não impõe sanções automáticas, mas aumenta o escrutínio regulatório sobre as companhias chinesas que operam nos Estados Unidos.
Olyvio Marques
Editor · Monitor do Mercado · · 1 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
O Departamento de Guerra dos Estados Unidos, conhecido como Pentágono, adicionou uma série de gigantes da tecnologia chinesa, incluindo Alibaba, Baidu e a fabricante de veículos elétricos BYD, a uma lista de empresas consideradas vinculadas às Forças Armadas da China.
A medida, divulgada nesta segunda-feira (8), decorre da Seção 1260H da Lei de Autorização de Defesa Nacional dos EUA e será publicada oficialmente no Federal Register, o diário oficial do governo americano, em 10 de junho. Outras companhias de destaque como Tencent e Nio também foram incluídas.
A inclusão na lista de "Empresas Militares Chinesas" (CMCs, na sigla em inglês) não resulta em sanções automáticas ou na proibição de negócios nos EUA. No entanto, a classificação aumenta o escrutínio regulatório e pode influenciar decisões de investimento e parcerias comerciais de fornecedores e outras empresas.
Segundo o documento, a lista identifica companhias que operam nos EUA e mantêm vínculos com o aparato militar chinês, conhecido como Exército de Libertação Popular (PLA), ou com a estratégia de fusão civil-militar do país.
A lista atualizada também menciona outras empresas de renome internacional que já constavam em versões anteriores, como Huawei, CATL, DJI e SMIC.