Médico em Salvador opera paciente com tumor renal em Campo Grande (MS), a 2.380 km, em um marco para a telemedicina no país. Entenda como a nefrectomia robótica remota funciona.
Olyvio Marques
Editor · Saúde · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
O Brasil realizou um procedimento cirúrgico histórico: a primeira nefrectomia parcial robótica por telecirurgia, para a retirada de um tumor no rim. Atualizado em 15 de julho de 2026. A operação foi conduzida por um médico em Salvador (BA) em um paciente localizado em Campo Grande (MS), a uma distância de aproximadamente 2.380 quilômetros, representando um avanço significativo na telemedicina de alta complexidade.
O procedimento foi conduzido pelo urologista e cirurgião robótico Dr. Nilo Jorge Leão, coordenador do Instituto Brasileiro de Cirurgia Robótica (IBCR), que comandou os instrumentos a partir de Salvador. Em Campo Grande, o urologista Bruno Rosa supervisionou a cirurgia localmente, junto ao paciente. A iniciativa faz parte de um programa do Instituto de Anatomia Robótica e Treinamento (IART), conforme divulgado por fontes como o Diário do Sudoeste da Bahia.
“Estamos diante de um avanço que redefine os limites da cirurgia. A telecirurgia robótica permite levar expertise a qualquer lugar, com segurança e precisão, beneficiando diretamente o paciente”, afirmou o Dr. Nilo Jorge Leão.
A nefrectomia parcial é uma cirurgia indicada para a remoção de tumores renais com o objetivo de preservar o restante do órgão, o que é fundamental para a manutenção da função renal do paciente. O uso da tecnologia robótica aumenta a precisão do procedimento, com movimentos mais estáveis e uma visão ampliada em alta definição para o cirurgião.
A abordagem robótica permite uma intervenção menos invasiva e mais segura. Entre os principais benefícios, destacam-se:
A associação da cirurgia robótica com a telemedicina rompe barreiras geográficas e democratiza o acesso à medicina de ponta. Pacientes em regiões distantes dos grandes centros médicos podem ser operados por especialistas de renome sem a necessidade de longos deslocamentos. Este marco reforça o papel do Brasil no cenário internacional da cirurgia robótica e abre caminho para a expansão de práticas inovadoras na assistência médica nacional.
A cirurgia foi conduzida remotamente pelo Dr. Nilo Jorge Leão, urologista e coordenador do Instituto Brasileiro de Cirurgia Robótica (IBCR), a partir de Salvador (BA).
A operação conectou cirurgião e paciente a uma distância de aproximadamente 2.380 quilômetros, entre as cidades de Salvador (BA) e Campo Grande (MS).
Sim. A tecnologia robótica oferece alta precisão, movimentos estáveis e visão ampliada em alta definição, permitindo intervenções mais seguras e menos invasivas, segundo as fontes que cobriram o evento.
A primeira nefrectomia parcial robótica por telecirurgia no Brasil é um marco que redefine as fronteiras da medicina no país. Ao viabilizar um procedimento de alta complexidade a mais de 2.000 km de distância, a iniciativa não apenas salva uma vida, mas também abre um precedente para levar assistência especializada a qualquer lugar, transformando o futuro do acesso à saúde.
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