O SUS vai incorporar brigatinibe, gefitinibe e durvalumabe para tratar o câncer de pulmão. Saiba quem será beneficiado, como funcionam e quando estarão disponíveis.
Olyvio Marques
Editor · Saúde · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
O Sistema Único de Saúde (SUS) passará a oferecer três novos medicamentos de alta tecnologia para o tratamento de câncer de pulmão a partir de outubro de 2026. A medida, anunciada pelo Ministério da Saúde, inclui a incorporação do brigatinibe, gefitinibe e durvalumabe, beneficiando inicialmente cerca de 1,9 mil pacientes, segundo a Agência Gov. A iniciativa faz parte da nova Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco).
Os três fármacos atuam de maneiras distintas e são indicados para grupos específicos de pacientes, dependendo das características clínicas e moleculares da doença. Na rede privada, os custos anuais desses tratamentos podem ultrapassar R$ 643 mil por paciente, conforme divulgado pela Forbes.
O brigatinibe e o gefitinibe são classificados como terapias-alvo e administrados por via oral. Eles agem diretamente sobre alterações genéticas específicas das células cancerígenas. Uma das vantagens é a comodidade, pois o tratamento pode ser realizado na casa do paciente, com menor incidência de eventos adversos em comparação com a quimioterapia convencional, de acordo com o Ministério da Saúde.
O durvalumabe é uma imunoterapia que estimula o sistema imunológico do próprio paciente a combater as células do tumor. Conforme detalhado pela Agência Gov, o medicamento é indicado para pessoas com câncer de pulmão em estágio III que não podem ser tratadas com cirurgia, demonstrando ganhos na sobrevida global dos pacientes.
A distribuição dos novos medicamentos começará de forma gradual a partir de outubro de 2026. A oferta dependerá das negociações com fornecedores e da logística de cada tecnologia. A estimativa inicial do Ministério da Saúde é que cerca de 1,9 mil pacientes sejam beneficiados em todo o país. A indicação para cada tratamento será definida pela equipe médica com base em testes que identificam as características do tumor de cada pessoa.
A incorporação dos três medicamentos é um dos pilares da nova Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco). Esta política do Governo Federal visa ampliar o acesso a tratamentos de alto custo no SUS. Segundo o Ministério da Saúde, a AF-Onco prevê a oferta de 23 medicamentos oncológicos, expandindo em 35% as opções terapêuticas na rede pública. Com um orçamento anual estimado em R$ 2,1 bilhões, a iniciativa deve contemplar mais de 100 mil pessoas.
A aquisição dos fármacos seguirá três modelos distintos:
Os novos medicamentos que serão oferecidos pelo SUS são o brigatinibe e o gefitinibe (terapias-alvo orais) e o durvalumabe (imunoterapia).
A previsão do Ministério da Saúde é que a distribuição comece de forma gradual a partir de outubro de 2026, dependendo das tratativas de aquisição e logística.
A indicação dependerá das características clínicas e moleculares do tumor de cada paciente. As terapias-alvo são para tumores com alterações genéticas específicas, enquanto a imunoterapia com durvalumabe é indicada para pacientes em estágio III não cirúrgico.
A incorporação de brigatinibe, gefitinibe e durvalumabe representa um avanço significativo no tratamento do câncer de pulmão no SUS. A medida, viabilizada pela política AF-Onco, amplia o acesso a terapias de alta tecnologia, oferecendo novas esperanças e mais qualidade de vida para milhares de pacientes na rede pública de saúde.
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