Com o aumento das temperaturas e chuvas, a Sesa orienta sobre a maior circulação de escorpiões e aranhas. Saiba como prevenir acidentes e o que fazer em caso de picada.
Olyvio Marques
Editor · Saúde · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A combinação de calor e chuvas intensas aumenta o risco de acidentes com animais peçonhentos no Paraná. A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) emitiu um alerta à população para redobrar os cuidados, já que essas condições climáticas favorecem a maior circulação de escorpiões, aranhas e abelhas, que buscam abrigo e alimento. Atualizado em 6 de novembro de 2026.
O maior número de acidentes com animais peçonhentos no estado envolve aranhas e escorpiões. Segundo dados da Sesa, em 2025 foram registrados 9.558 acidentes com aranhas e 8.472 com escorpiões, resultando em quatro mortes por picada de escorpião. Já em 2026, dados preliminares de janeiro a outubro apontam 6.543 casos com aranhas e 7.180 com escorpiões, sem registro de óbitos.
Os acidentes com abelhas, embora menos frequentes, apresentam maior letalidade. Em 2026, foram 2.342 registros que levaram a 12 mortes, causadas por reações alérgicas (anafilaxia) ou envenenamento por múltiplas picadas, conforme informado pela Sesa.
A Sesa destaca que o lixo e entulhos acumulados em ambientes domésticos podem servir de abrigo para escorpiões e aranhas. No Paraná, as espécies de escorpião de maior importância médica são o escorpião-amarelo (Tityus serrulatus), o amarelo-do-nordeste (Tityus stigmurus) e o marrom (Tityus bahiensis). O escorpião-amarelo é responsável pelos casos mais graves. Crianças com até 10 anos são mais vulneráveis ao veneno. Entre as aranhas, a aranha-marrom e a armadeira são as que mais preocupam.
As abelhas africanas, conhecidas por serem mais agressivas, exigem atenção especial. A Sesa orienta a população a manter distância de enxames e colmeias e a não tentar remover ninhos por conta própria. Em caso de múltiplas picadas, a vítima deve procurar atendimento médico imediatamente. A remoção dos ferrões deve ser feita por raspagem, nunca com pinças.
O secretário estadual da Saúde, César Neves, reforça a importância da prevenção. "É preciso muita atenção com os animais peçonhentos, pois eles podem estar dentro de casa, nos armários ou em locais que não esperamos", afirma. A Sesa lista as seguintes recomendações:
Procure uma unidade de saúde o mais rápido possível e, se possível, leve o animal ou uma foto para identificação. Não utilize remédios caseiros. Para dúvidas, a população pode contatar os Centros de Informação e Assistência Toxicológica do Paraná (CIATox) pelo telefone 0800 041 0148.
Aranhas e escorpiões são os que mais causam acidentes no estado. As abelhas, apesar de um número menor de ocorrências, são responsáveis pela maior taxa de letalidade, segundo os dados da Secretaria de Estado da Saúde.
A Sesa disponibiliza soros antivenenos, como o antiescorpiônico e o antiaracnídico, em 211 locais distribuídos por todas as regionais de saúde do estado. A unidade de saúde para onde a vítima for encaminhada fará a avaliação e, se necessário, o direcionamento para a aplicação do soro.
O alerta da Sesa é um chamado à ação preventiva. Com a combinação de calor e umidade, a limpeza de residências e terrenos torna-se uma ferramenta essencial para evitar o contato com animais peçonhentos. Em caso de acidente, a busca por atendimento médico imediato é crucial para um desfecho positivo.
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