Conheça a história do American Pit Bull Terrier. Desmistificamos a fama de mau, explicamos seu temperamento dócil e por que ele já foi chamado de 'cão babá'.
Olyvio Marques
Editor · Pets · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Apesar da fama de agressivo, o American Pit Bull Terrier é uma raça que, por trás da aparência robusta, esconde um temperamento dócil e leal quando criado com responsabilidade. Atualizado em 22 de junho de 2026, este guia desmistifica os principais mitos associados à raça, explicando que o comportamento do cão depende quase inteiramente da forma como é criado e socializado, conforme apontam especialistas.
A história do Pit Bull começou no século XIX, no Reino Unido, a partir do cruzamento entre Bulldogs e o antigo Terrier Inglês. O objetivo era criar um cão que combinasse a força do Bulldog com a agilidade do Terrier, inicialmente para práticas de combate com outros animais, como touros, uma atividade cruel conhecida como "bull-baiting". Com a proibição desses "esportes" em 1835, os cães passaram a ser usados em rinhas ilegais entre si.
Ao serem levados para os Estados Unidos por volta de 1845, os criadores americanos aperfeiçoaram a raça, dando origem ao American Pit Bull Terrier que conhecemos hoje. Nos EUA, eles foram utilizados não apenas em rinhas, mas também como cães de caça, pastoreio de gado e, principalmente, como guardiões da família, o que ajudou a moldar um temperamento mais equilibrado.
A reputação negativa do Pit Bull está diretamente ligada ao seu histórico em rinhas e à criação irresponsável. No entanto, diversos fatos e especialistas contestam a ideia de que a raça seja inerentemente perigosa.
Uma das crenças mais difundidas é que a mandíbula do Pit Bull "trava" ao morder, o que é falso. Eles possuem mandíbulas fortes e rápidas, mas sem qualquer mecanismo de travamento. Segundo o portal Metrópoles, a raça com a mordida mais forte é, na verdade, o Rottweiler.
Em contraste com a imagem agressiva, na década de 1950, o Pit Bull ganhou a reputação de "cão babá" nos Estados Unidos por ser extremamente amoroso e protetor com crianças. Essa popularidade positiva foi ofuscada anos depois, com o aumento das rinhas clandestinas, que transformaram negativamente a percepção pública sobre o animal.
Veterinários e adestradores concordam que o comportamento de um cão é moldado pela educação que recebe. Conforme especialistas consultados pela Revista Bichos.Com, o Pit Bull é dócil, inteligente e se apega muito ao dono. A socialização desde filhote e o adestramento com reforço positivo são essenciais para garantir um animal equilibrado e sociável com pessoas e outros animais.
O American Pit Bull Terrier é um cão naturalmente atlético, com peso que varia entre 16 e 27 kg e altura média de 51 cm. Sua energia é um ponto de atenção para os tutores.
Não. Especialistas afirmam que o temperamento do Pit Bull é moldado pela criação, socialização e adestramento. Com tutores responsáveis, são cães dóceis, leais e ótimos companheiros.
Isso é um mito. A raça possui uma mordida forte devido à sua musculatura, mas não existe nenhum mecanismo anatômico que faça sua mandíbula travar.
A raça surgiu no Reino Unido no século XIX, do cruzamento entre Bulldogs e Terriers. Foi posteriormente desenvolvida nos Estados Unidos, onde se tornou o American Pit Bull Terrier.
O American Pit Bull Terrier é uma raça complexa, cuja história de força e resistência foi explorada de forma irresponsável em práticas cruéis. No entanto, seu verdadeiro caráter é o de um cão leal, inteligente e afetuoso. A chave para um convívio harmonioso está na educação responsável, no adestramento positivo e em oferecer uma rotina de exercícios adequada, provando que, de mau, o Pit Bull só tem a fama.
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