Uma cachorrinha arisca, apelidada de Cometa, mobilizou voluntários da SOVIPA em Viçosa (MG) por 17 dias. A operação incluiu disfarces, armadilhas e até um drone para salvar a pequena fugitiva.
Olyvio Marques
Editor · Pets · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Uma operação de resgate digna de filme mobilizou voluntários da Sociedade Viçosense de Proteção aos Animais (Sovipa) por 17 dias em Viçosa, Minas Gerais. A fugitiva era Cometa, uma cachorrinha de apenas 5 kg que, com sua agilidade e desconfiança, exigiu o uso de estratégias como drones, disfarces e muita paciência para ser salva. Atualizado em 22 de junho de 2026.
Encontrada em uma estrada de terra na Serra de São Geraldo, Cometa era extremamente arisca. Embora demonstrasse curiosidade e até se aproximasse em busca de comida, ela fugia ao menor sinal de aproximação humana, segundo relatos da Sovipa. A situação levou voluntários a dedicarem seu tempo de descanso por mais de duas semanas para garantir a segurança do animal.
A equipe de resgate enfrentou sol e chuva, movida pela empatia e pela preocupação de que a cadela pudesse ser atropelada ou sofrer algo pior. "Um baile dado por um ser de 5 kg, é mole?", brincou a organização em uma publicação nas redes sociais, destacando a dificuldade da missão.
Para capturar a pequena fugitiva, os voluntários utilizaram uma série de táticas criativas. As tentativas incluíram armadilhas de metal, redes camufladas e até um disfarce de arbusto para tentar uma aproximação sem assustá-la. No entanto, Cometa parecia antecipar cada plano.
A virada na operação veio com o uso de tecnologia. Um drone foi utilizado para monitorar os deslocamentos da cachorrinha e localizar seu esconderijo em meio a um arbusto. Com a localização exata, a equipe administrou um calmante na comida, mas, mesmo sonolenta, a adrenalina de Cometa a fez correr. A perseguição terminou com sua captura segura, utilizando um cobertor para imobilizá-la.
Após a captura, um detalhe chamou a atenção dos protetores e comoveu a todos: Cometa usava um lacinho na cabeça. O adereço era um sinal de que, em algum momento, ela provavelmente teve uma família, tornando seu abandono e medo ainda mais tristes. Assustada, ela ainda tentou morder os socorristas, um comportamento que reforçava o trauma pelo qual havia passado.
A protetora Marly Coelho, que participou da operação, descreveu a experiência como um dos resgates mais desafiadores de sua vida. "O cansaço foi grande, mas a recompensa é maior", afirmou a entidade ao relembrar o caso.
O resgate foi apenas o começo de uma nova vida para Cometa. Pouco tempo depois, ela foi adotada por uma família disposta a oferecer a paciência e o amor necessários para sua adaptação. Hoje, a cachorrinha que deu um "baile" nos voluntários é descrita como esperta, travessa e muito amável.
A Sovipa comemorou o final feliz, informando que Cometa já vivia em seu novo lar há mais de um ano. A história reforça a importância do trabalho de ONGs e voluntários que não desistem de salvar vidas.
O resgate foi extremamente desafiador porque Cometa era muito assustada e desconfiada de humanos. Com apenas 5 kg, ela era ágil e conseguia escapar de todas as armadilhas e tentativas de aproximação por 17 dias.
Os voluntários da Sovipa usaram diversas estratégias, como armadilhas de metal e rede, uma pessoa com disfarce de arbusto, um medicamento calmante e, finalmente, um drone para localizar seu esconderijo e coordenar a captura.
Sim, após ser resgatada e receber os cuidados necessários, Cometa foi adotada. Hoje, ela vive feliz com uma família, onde é descrita como uma cachorrinha esperta, ágil e muito amável.
A saga de 17 dias para resgatar Cometa em Viçosa é um testemunho da persistência e criatividade de voluntários dedicados à causa animal. A operação, que envolveu de disfarces a drones, culminou em um final feliz, transformando a vida de uma cachorrinha assustada em uma história de superação e amor, e destacando o papel vital de organizações como a Sovipa.
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