Liliane Lima começou com potes de ração na calçada e hoje seu projeto, Pancinha Feliz, acolhe dezenas de animais. Conheça sua história e veja como ajudar.
Olyvio Marques
Editor · Comportamento · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A iniciativa de Liliane Lima, de 29 anos, em Mauá (SP), mostra como um pequeno gesto pode se transformar em uma grande rede de apoio. O que começou com potes de ração e água na calçada de casa deu origem ao projeto "Pancinha Feliz", que hoje é um porto seguro para dezenas de cães e gatos de rua, provando que a vontade de ajudar é o primeiro passo para uma grande mudança. Atualizado em 22 de junho de 2026.
Há quase quatro anos, Liliane, ou Lili, iniciou sua atuação voluntária de forma simples: colocando potes de comida e água na frente de sua casa e da serralheria da família. Segundo o Observatório do 3º Setor, com o tempo, o número de animais aumentou e eles passaram a dormir na calçada. Lili então improvisou abrigos com papelão, mas sentiu que precisava fazer mais.
Com a diminuição de seu trabalho com semijoias durante a pandemia, ela dedicou mais tempo à causa. Usando conhecimentos de serralheria, construiu casinhas mais resistentes. Hoje, quem passa em frente à sua casa encontra uma estrutura que funciona como um "restaurante e hotel" para os animais, com abrigo e alimento sempre disponíveis para cerca de 30 animais que passam por lá diariamente.
O projeto de Lili vai além da alimentação. Ela resgata animais em situações críticas, como a cadela Peludinha, encontrada debilitada e com sarna em uma estrada deserta. Após tratamento veterinário e cuidados, o animal se recuperou completamente. O "hotel" do Pancinha Feliz serve justamente para acolher animais doentes ou recém-castrados até que estejam prontos para um novo lar.
Lili também promove a adoção, mas de forma criteriosa. Os interessados passam por uma entrevista e são acompanhados por seis meses para garantir a adaptação e evitar um novo abandono. "Um cachorro ou gato não é um presente ou brinquedo", defende ela em entrevista ao Observatório do 3º Setor.
A história de Lili inspira, e pequenas ações podem fazer uma grande diferença na vida de um animal abandonado. De acordo com o Instituto Ampara Animal, algumas atitudes simples são muito valiosas:
A castração é um ato de saúde pública e bem-estar animal. Ela evita a proliferação descontrolada, reduzindo o número de animais abandonados e o sofrimento. Além disso, previne doenças graves, como câncer de mama e útero em fêmeas, segundo protetores entrevistados pelo Correio Braziliense.
Além de alimentar, você pode ajudar de muitas outras formas. O Instituto Ampara Animal sugere tirar fotos para divulgar e encontrar um adotante, levar ao veterinário para exames e vacinas, aplicar antipulgas, oferecer um lar temporário ou simplesmente dar carinho e atenção.
Geralmente, são grupos de pessoas que usam suas próprias casas e recursos para acolher animais resgatados. Eles se organizam via redes sociais e aplicativos de mensagens para dividir tarefas, arrecadar doações e promover eventos de adoção, criando uma rede de apoio para salvar vidas.
A jornada de Liliane Lima com o "Pancinha Feliz" é um poderoso lembrete de que a transformação começa com a iniciativa individual. Começando com "uma tigela de cada vez", ela não apenas alimenta dezenas de animais, mas também inspira uma comunidade inteira a olhar com mais compaixão para os que vivem nas ruas. Cada gesto, por menor que seja, contribui para um futuro com mais dignidade para eles.
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