Com ferimentos e saúde em risco, o tubarão Bukangi, preso em um canal na Coreia do Sul, terá uma terceira tentativa de resgate nesta quarta. Veja como será.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Uma nova operação de resgate para o tubarão fêmea apelidado de "Bukangi", preso há mais de um mês em um canal na Coreia do Sul, está marcada para esta quarta-feira (21). A decisão foi tomada após o animal apresentar sinais de piora em seu estado de saúde, incluindo ferimentos e comportamento errático. Atualizado em 20 de outubro de 2026.
Esta será a terceira tentativa de levar o tubarão-sombrio (Carcharhinus obscurus) de volta ao mar, depois que duas operações anteriores, em setembro e no início de outubro, fracassaram. Especialistas alertam que a queda da temperatura da água e a aparente falta de alimentação tornam a remoção do local uma urgência.
A saúde de Bukangi tornou-se a principal preocupação das autoridades e de especialistas que monitoram o caso. Nos últimos dias, o tubarão foi visto batendo a cabeça contra uma parede de concreto, resultando em ferimentos no focinho, perto de um dos olhos e na nadadeira peitoral direita, de acordo com o G1. Além disso, não há confirmação de que o animal tenha se alimentado desde que ficou preso em 18 de setembro.
O ictiólogo Choi Yoon, professor emérito da Universidade Nacional de Kunsan, alertou à imprensa sul-coreana que, nessas condições, Bukangi poderia morrer em cerca de duas semanas. Outro fator crítico é a temperatura da água do canal, que atualmente está em torno de 22°C, mas pode cair para menos de 15°C nas próximas semanas, nível que seria inviável para a sobrevivência da espécie, segundo a emissora JTBC.
Diferente das tentativas anteriores, que usaram jatos de água e uma rede simples, a nova estratégia busca minimizar o estresse do animal. A operação, prevista para a tarde no horário local, utilizará uma grande rede presa a uma estrutura flutuante para conduzir Bukangi lentamente até a saída do canal. Uma segunda rede será posicionada para impedir seu retorno. Mergulhadores e drones acompanharão todo o processo.
O veterinário Sang Wha Kim, especialista em animais aquáticos, afirmou ao G1 que evitar a captura direta é crucial. "Conduzi-lo para que saia por conta própria deve dar uma chance de sobrevivência muito maior do que a captura física", explicou.
O tubarão, uma fêmea de aproximadamente 3 metros, foi visto pela primeira vez em 18 de setembro em um canal artificial no North Port, em Busan. O caso rapidamente virou uma atração, atraindo mais de 1,6 milhão de visitantes, conforme noticiado pela imprensa local. As duas primeiras tentativas de resgate não tiveram sucesso:
Trata-se de uma fêmea de tubarão-sombrio (Carcharhinus obscurus), também conhecido como tubarão-fidalgo. A espécie é classificada como "em perigo" de extinção na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).
Os principais riscos são os ferimentos físicos, o estresse causado pelo confinamento e pelo assédio de visitantes, a provável falta de alimentação e, principalmente, a queda acentuada da temperatura da água com a aproximação do inverno.
Mesmo que o resgate seja bem-sucedido, a recuperação do animal não é garantida. O especialista Sang Wha Kim recomendou o uso de um transmissor para monitorar os deslocamentos de Bukangi e verificar se ele consegue sobreviver após retornar ao oceano.
A terceira tentativa de resgate de Bukangi representa um momento crítico para a sobrevivência do animal. Com a saúde debilitada e o tempo se esgotando devido às condições ambientais, o sucesso da operação, que aposta em uma abordagem menos invasiva, é a última esperança para o tubarão que se tornou uma celebridade inesperada na Coreia do Sul.
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