O felino que invadiu uma empresa em Mandaguari foi resgatado por uma força-tarefa. Saiba qual será o destino do animal e detalhes da operação de captura.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A onça-pintada que ficou famosa após ser filmada brincando com o próprio reflexo em uma empresa de Mandaguari, no Norte do Paraná, foi capturada na madrugada desta quinta-feira (2). A captura ocorreu após uma força-tarefa de 48 dias que mobilizou diversos órgãos ambientais e de segurança. Atualizado em 2 de julho de 2026.
A operação de captura, iniciada em 16 de maio, foi um esforço conjunto entre o Instituto Água e Terra (IAT), o Ibama, a Polícia Militar Ambiental, a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros e a Prefeitura de Mandaguari, conforme detalhado por múltiplos veículos de imprensa. O animal, um macho adulto de aproximadamente seis anos e cerca de 90 quilos, foi localizado na zona rural do município e sedado por médicos veterinários sem ferimentos.
Segundo a médica veterinária Letícia Koproski, do IAT, o felino estava tranquilo e os exames iniciais em campo constataram um bom estado de saúde. A bióloga Nathália Colombo, também do IAT, classificou a operação como um "sucesso", ressaltando que todos os protocolos para o manejo de grandes felinos foram seguidos para garantir a segurança da população e o bem-estar do animal.
Após a captura, a onça-pintada foi encaminhada para o Zoológico Municipal de Cascavel, no Oeste do estado. No local, passará por avaliações complementares e coleta de material biológico para confirmar sua condição de saúde antes de ser devolvida à natureza, de acordo com informações da Agência Estadual de Notícias. O G1 informou que o animal deverá receber um colar de monitoramento para que os órgãos ambientais acompanhem seu comportamento e saúde após a soltura.
A decisão sobre o local de soltura será tomada em conjunto pelo IAT e pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O médico veterinário Pedro Chaves de Camargo, do IAT, destacou a importância do animal para a conservação da espécie: "Queremos aproveitar essa carga genética para reforçar a população de onças".
O caso ganhou notoriedade nos dias 11 e 12 de maio, quando câmeras de segurança de uma empresa de fertilizantes registraram a onça-pintada em frente a uma porta de vidro. Nas imagens, o animal deita, rola e interage com o próprio reflexo. O biólogo Roberto Fusco confirmou ao g1 na época que se tratava do mesmo animal nos dois dias, identificado pelo padrão único de suas manchas.
Fusco também explicou que a aparição de onças-pintadas é rara no Norte do Paraná, sendo mais comuns em áreas como o Parque Nacional do Iguaçu e a Serra do Mar. A hipótese é que o animal estivesse se dispersando de outra região.
A onça-pintada foi capturada na zona rural de Mandaguari, no Norte do Paraná, após um período de monitoramento intensivo realizado por uma força-tarefa de especialistas.
Não. De acordo com as equipes veterinárias do IAT, o animal foi sedado sem ferimentos e os exames iniciais realizados no local da captura indicaram um bom estado de saúde.
Segundo o biólogo Roberto Fusco, a espécie é exigente em termos de habitat e suas populações no Paraná estão concentradas no Parque Nacional do Iguaçu e na Serra do Mar. A presença do animal no Norte do estado sugere que ele estava em processo de dispersão, buscando um novo território.
A captura bem-sucedida da onça-pintada em Mandaguari encerra uma operação complexa de 48 dias, garantindo a segurança tanto da comunidade local quanto do felino. O animal agora passa por avaliações em Cascavel e, em breve, será reintroduzido na natureza, contribuindo para a conservação da espécie, que é o maior felino das Américas e um símbolo da biodiversidade brasileira.
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