Após 19 anos de serviço, funcionário foi dispensado por levar duas latas de tinta que seriam descartadas. Entenda por que a Justiça manteve a decisão.
Olyvio Marques
Editor · Brasil · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Atualizado em 22 de setembro de 2026. Um porteiro com 19 anos de serviço foi demitido por justa causa e perdeu o direito a uma rescisão estimada em R$ 96 mil após levar para casa duas latas de tinta que seriam descartadas de uma obra no condomínio. A decisão judicial, que manteve a dispensa, não se baseou no valor do material, mas na quebra de confiança por retirar um bem do empregador sem autorização prévia, conforme noticiado por veículos como A Tarde e Super Rádio Tupi.
O ponto central da decisão judicial foi a falta de autorização formal para retirar qualquer item das dependências do condomínio, mesmo que destinado ao lixo. De acordo com a apuração do caso, a Justiça do Trabalho interpreta esse tipo de ato como uma quebra grave da confiança que sustenta a relação de emprego. O fato de o material ser um descarte não anula a necessidade de permissão, pois o bem ainda pertence ao empregador até que ele autorize sua retirada.
A conduta foi enquadrada como "ato de improbidade" e "mau procedimento", faltas graves previstas no artigo 482 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A função de porteiro, que envolve acesso a áreas comuns e bens de terceiros, exige um nível elevado de confiança, tornando a retirada não autorizada de itens um motivo suficiente para a penalidade máxima.
A perda de R$ 96 mil não é uma multa, mas uma estimativa do valor que o trabalhador deixou de receber em verbas rescisórias. A demissão por justa causa elimina o direito a parcelas importantes, como:
Ao trabalhador demitido nessas condições restam apenas o saldo de salário dos dias trabalhados no mês e as férias vencidas, se houver, acrescidas do terço constitucional.
Embora o longo tempo de serviço e um histórico sem advertências possam ser considerados em análises judiciais, eles não impedem a aplicação da justa causa. Conforme o Portal 6, o Tribunal Superior do Trabalho analisa a gravidade e a proporcionalidade da falta. Neste caso, a quebra de confiança foi considerada grave o suficiente para justificar a demissão, sobrepondo-se ao histórico do funcionário.
A prevenção passa pela comunicação clara e formalização de procedimentos. Para funcionários, a regra é sempre pedir autorização por escrito antes de retirar qualquer material, mesmo que pareça lixo. Para os síndicos e administradores, é recomendado registrar em ata de assembleia o destino de sobras de obras e materiais, criando uma política transparente para todos.
O caso do porteiro ilustra como um ato informal, mesmo que sem má-fé aparente, pode ter consequências devastadoras. A decisão de levar as tintas sem consultar um superior rompeu o elo de confiança, que é a base do contrato de trabalho. A lição é clara: a formalidade e o pedido de permissão são proteções essenciais para os direitos construídos ao longo de anos de dedicação.
Aos 25 anos, Helen Jaine Gomes Borgens, da comunidade do Retiro (GO), faz história ao tomar posse no Itamaraty. Conheça sua trajetória e o marco para a diversidade.
Um projeto de lei no Congresso propõe isenção de IPI para maiores de 60 anos na compra de carros novos. Entenda quem tem direito e como a medida pode funcionar.
Saiba tudo sobre o projeto bilionário do túnel Santos-Guarujá, que terá a primeira ciclovia submersa do Brasil com 870 metros e acesso gratuito para ciclistas.
Cerca de 2 mil militares participam do Exercício Agulhas Negras em oito cidades de SP e RJ até 8 de novembro. A operação envolve blindados e helicópteros.