Rastros do huillín, mamífero em risco de extinção, foram confirmados no Parque Nacional Los Alerces. Entenda o que a descoberta significa para a Patagônia.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Atualizado em 26 de agosto de 2026. Após quatro décadas sem registros oficiais, a lontra-do-sul, conhecida localmente como huillín (Lontra provocax), voltou a ser detectada no Parque Nacional Los Alerces, na província de Chubut, na Patagônia argentina. A confirmação, feita por guarda-parques e equipes de conservação, representa um marco para a biodiversidade da região, já que a espécie era considerada praticamente extinta na área desde a década de 1980, conforme noticiado por múltiplos veículos de imprensa argentinos.
O huillín é uma lontra nativa de água doce, endêmica do sul da Argentina e do Chile. Este mamífero, que pode atingir 1,30 metro de comprimento e pesar até 15 quilos, é um predador de topo em seu ecossistema. Sua dieta é composta principalmente por um tipo de caranguejo de rio chamado pancora, além de peixes e moluscos, segundo o jornal Río Negro. A presença do huillín é considerada um bioindicador da saúde ambiental, pois ele só habita em águas limpas, com vegetação costeira abundante que serve de refúgio.
A espécie está classificada como em perigo crítico de extinção na Argentina. De acordo com o Infobae, seu declínio histórico foi causado por uma combinação de fatores, incluindo a caça por sua pele densa, a alteração das margens de rios e lagos, a poluição da água e a introdução de espécies exóticas invasoras, como o vison americano.
A redescoberta não foi um acaso. Embora avistamentos esporádicos tenham sido relatados desde 2019, a confirmação de uma presença contínua veio de um esforço de monitoramento intensificado no setor do rio Grande, no sul do parque. Segundo o portal ADNSur, a colaboração da comunidade foi fundamental: moradores locais, guias de pesca e operadores turísticos forneceram informações valiosas que ajudaram a direcionar as patrulhas para locais específicos. As equipes de conservação buscaram ativamente por rastros, como pegadas, fezes e restos de alimentos, para confirmar a recolonização.
Os rastros e indícios mais recentes foram confirmados no setor do rio Grande, localizado na parte sul do Parque Nacional Los Alerces, na província de Chubut, Argentina.
Não, mas está classificada como em perigo crítico de extinção na Argentina. Ela era considerada localmente extinta (ou funcionalmente extinta) dentro do Parque Nacional Los Alerces, onde não havia registros confirmados por cerca de 40 anos.
As autoridades do parque recomendam que os visitantes acendam fogo apenas em áreas designadas, não joguem lixo nos rios e lagos e, crucialmente, não entrem com animais de estimação, pois cães e gatos podem atacar as lontras ou transmitir doenças fatais, conforme detalhado pelo La Nación.
O retorno do huillín ao Parque Nacional Los Alerces é mais do que uma boa notícia para uma única espécie; é um indicativo de que os esforços de conservação e a resiliência da natureza podem dar frutos. A presença deste mamífero reforça o valor do parque, um Patrimônio Mundial da UNESCO, e sublinha a necessidade contínua de proteger seus ecossistemas aquáticos. O monitoramento seguirá para entender melhor a distribuição da espécie e garantir que seu retorno seja duradouro.
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