Animal foi visto descansando na Praia do Tabuleiro, em Barra Velha, e precisou ser resgatado no dia seguinte com ferimentos; ele recebe cuidados em Penha.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Um lobo-marinho que havia sido visto descansando na Praia do Tabuleiro, em Barra Velha (SC), na quarta-feira (26), foi atacado por cães no dia seguinte e precisou ser resgatado. Atualizado em 28 de agosto de 2026, o animal está recebendo cuidados veterinários na Unidade de Estabilização de Animais Marinhos da Univali, em Penha.
A situação do lobo-marinho mudou drasticamente em menos de 24 horas, mobilizando equipes de monitoramento ambiental no Litoral Norte de Santa Catarina.
Na quarta-feira (26), o animal, um macho adulto, foi flagrado por moradores na areia da Praia do Tabuleiro. Uma equipe veterinária do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) foi ao local e avaliou o lobo-marinho, constatando que ele estava em boas condições físicas, apresentando apenas um pequeno ferimento recente no focinho. A área foi isolada para garantir seu descanso.
Já na quinta-feira (27), a equipe do PMP-BS localizou novamente o animal, mas desta vez ele apresentava lesões causadas por um ataque de cães. Devido aos ferimentos, os técnicos optaram pelo resgate. O lobo-marinho foi encaminhado para a unidade da Univali em Penha, onde recebeu exames, medicação e curativos, e permanece sob cuidados.
O incidente em Barra Velha não é um caso isolado e evidencia um problema grave nas praias catarinenses. Entre o início de maio e 20 de agosto de 2026, um levantamento do PMP da Bacia de Pelotas registrou que, dos mais de 50 animais marinhos encontrados mortos no Litoral Sul, pelo menos 10 tinham ferimentos compatíveis com mordidas de cães.
Em um dos casos mais graves, ocorrido em Araranguá, um lobo-marinho morreu após um ataque que resultou em fratura no crânio e lesão cerebral. Especialistas alertam que, mesmo quando as marcas externas parecem pequenas, os ataques podem causar hemorragias internas e fraturas fatais.
A orientação de especialistas é nunca se aproximar. Mantenha distância, afaste animais domésticos e curiosos, e acione o Projeto de Monitoramento de Praias pelo telefone 0800 642 3341. Não toque, não alimente e não tente devolver o animal ao mar, pois ele pode estar apenas descansando.
A presença de lobos-marinhos no litoral catarinense é comum, principalmente entre junho e outubro. Eles vêm de colônias no Uruguai e Argentina em busca de alimento. Após nadarem longas distâncias, utilizam a faixa de areia e os costões para descansar e recuperar as energias antes de seguir viagem.
O resgate do lobo-marinho em Barra Velha reforça a importância do monitoramento ambiental e o perigo que cães soltos representam para a fauna marinha. A colaboração da população, mantendo distância e acionando as autoridades, é fundamental para a proteção desses animais.
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