Uma jiboia com queimaduras foi resgatada pelo Corpo de Bombeiros no Parque Ezequias Heringer, no Guará. Saiba como o animal está e o trabalho do Hfaus.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Uma jiboia foi resgatada com queimaduras pelo corpo neste sábado (5/9) após um incêndio florestal atingir o Parque Ezequias Heringer, no Guará II, Distrito Federal. O animal foi encaminhado para tratamento no Hospital da Fauna Silvestre de Brasília (Hfaus). Atualizado em 5 de setembro de 2026.
O Corpo de Bombeiros do Distrito Federal (CBMDF) realizou o resgate da serpente, que, segundo a corporação, apresentava queimaduras na pele, mas permanecia atenta ao ambiente e não oferecia riscos. Após os primeiros cuidados, a jiboia foi levada ao Hfaus e, posteriormente, será devolvida à natureza assim que seu quadro clínico permitir, conforme informado pelo Metrópoles.
O resgate ocorre em um momento em que o Hospital da Fauna Silvestre (Hfaus) amplia sua capacidade para atender a crescente demanda de animais vítimas de incêndios, comuns no período de estiagem. De acordo com o coordenador do hospital, Thiago Marques, a equipe médica foi reforçada para garantir que os animais sejam tratados e reabilitados o mais rápido possível. Em 2025, entre setembro e novembro, o Hfaus chegou a receber 1.315 animais.
O Instituto Brasília Ambiental (Ibram), responsável pelo hospital, também contratou 150 brigadistas para atuar na prevenção e combate a queimadas, visando reduzir o número de animais feridos.
Este não é um caso isolado. Os incêndios florestais no Distrito Federal representam uma ameaça constante à vida selvagem. Em 2025, um jabuti resgatado na Floresta Nacional de Brasília com graves queimaduras tornou-se um caso emblemático ao ser tratado com uma técnica inovadora que utiliza pele de tilápia para acelerar a cicatrização, conforme noticiado pelo Correio Braziliense. O tratamento, desenvolvido por cientistas brasileiros, tem sido fundamental na recuperação de animais feridos.
Grandes operações de combate ao fogo, como a que ocorreu no Parque Nacional de Brasília em 2024, mobilizam centenas de profissionais do ICMBio, CBMDF, Ibama e Ibram, que atuam para controlar as chamas e resgatar animais como antas e tamanduás, segundo a Agência Brasil.
A jiboia foi encontrada com queimaduras na pele após um incêndio florestal no Parque Ezequias Heringer. Ela foi resgatada pelo CBMDF e encaminhada para tratamento no Hospital da Fauna Silvestre de Brasília (Hfaus).
Os animais silvestres feridos são encaminhados ao Hospital e Centro de Reabilitação da Fauna Silvestre (Hfaus), uma instituição gerida pelo Instituto Brasília Ambiental (Ibram) e especializada no tratamento da fauna local.
Além da jiboia, outros animais como jabutis, antas, tamanduás e lobos-guará são frequentemente resgatados de incêndios no Distrito Federal. Casos notáveis incluem um jabuti tratado com pele de tilápia em 2025 e duas antas resgatadas no Parque Nacional de Brasília em 2024.
O resgate da jiboia no Guará reforça a gravidade dos incêndios florestais para a fauna do Cerrado e a importância do trabalho integrado entre o Corpo de Bombeiros, o Ibram e o Hfaus. A preparação para o período de seca e o uso de tratamentos avançados são essenciais para salvar vidas e garantir o retorno dos animais à natureza.
Um furão-da-Amazônia criado como animal de estimação foi resgatado após se tornar agressivo. Saiba qual o destino do animal e por que a prática é crime.
O Audubon Photography Awards 2026 premiou imagens incríveis, como um colhereiro na Flórida e um corujão no Chile. Veja os vencedores e as fotos que destacam a beleza e os desafios das aves.
Conheça a história de Richart Sowa, que construiu a Joyxee Island no México com garrafas recicladas, criando uma casa autossuficiente com jardins e mangues.
Conheça a história da Mymba Kuéra, a monumental operação que salvou quase 39 mil animais durante a construção da usina de Itaipu em 1982. Veja como foi.