Um registro raro da coruja-jacurutu, a maior do Brasil, em uma área de preservação de Valença (RJ) reforça a importância da biodiversidade. Saiba mais.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A coruja-jacurutu (Bubo virginianus), considerada a maior espécie de coruja do Brasil, foi registrada em uma área de preservação em Valença, no Sul Fluminense. Atualizado em 1 de julho de 2026. O flagrante, feito por um guarda-parque no distrito de Santa Isabel do Rio Preto, foi encaminhado à Vigilância Ambiental do município e destaca a relevância da conservação ambiental na região.
Também conhecida como corujão-orelhudo ou joão-curutu, a jacurutu é o maior rapinante noturno do país. A ave impressiona pelo porte, podendo medir entre 45 e 60 cm de comprimento, com as fêmeas sendo maiores e mais pesadas que os machos, podendo ultrapassar os 2,5 kg. Suas características mais marcantes são os grandes olhos alaranjados e os tufos de penas no topo da cabeça, que se assemelham a "falsas orelhas".
Sua plumagem varia em tons de marrom e cinza, o que proporciona uma excelente camuflagem em seu habitat natural. Possui garras fortes e totalmente cobertas por penas, adaptadas para capturar uma grande variedade de presas.
Apesar de ser a maior coruja do Brasil, a jacurutu não é exclusiva do território nacional. A espécie tem a mais ampla distribuição geográfica entre as corujas das Américas, sendo encontrada desde o Alasca até o extremo sul da América do Sul. Ela habita diversos ambientes, como bordas de florestas, campos, áreas abertas com árvores esparsas e até parques em áreas urbanas.
De hábitos noturnos, torna-se ativa após o crepúsculo. Seu canto é uma sequência de notas graves e ressonantes, como "huuu, huu-huuú, huuu, huuu", que pode ser ouvido a longas distâncias, especialmente durante o período reprodutivo no inverno.
A jacurutu é uma predadora generalista e oportunista, posicionada no topo da cadeia alimentar. Sua dieta é robusta e variada, incluindo mamíferos como roedores, gambás e cutias, além de outras aves, inclusive outras espécies de corujas e aves de rapina de médio porte. Estudos também registraram a predação de primatas, como o sagui-da-serra-escuro. Répteis, anfíbios e grandes insetos complementam seu cardápio, tornando-a uma aliada fundamental no controle de pragas e no equilíbrio dos ecossistemas.
A presença da coruja-jacurutu em Valença é um forte indicador da qualidade ambiental da região. Segundo a prefeitura, o avistamento reforça a importância da preservação das áreas naturais e da conservação dos habitats, que são essenciais para a manutenção da fauna silvestre. Por ser uma espécie que necessita de um ecossistema equilibrado para prosperar, sua ocorrência sinaliza que os esforços de conservação estão gerando resultados positivos.
A coruja-jacurutu pode medir de 45 a 60 cm de comprimento. As fêmeas são geralmente maiores e mais pesadas que os machos, podendo pesar de 1,4 kg a 2,5 kg.
Sua dieta é diversificada e inclui mamíferos de pequeno e médio porte (roedores, gambás), outras aves, répteis, anfíbios e insetos. É um predador de topo, crucial para o controle populacional de outras espécies.
Ela habita uma vasta área nas Américas, desde o Alasca à América do Sul. No Brasil, é encontrada em ambientes variados, como bordas de matas, campos, cerrados e até em parques urbanos com árvores.
O registro da imponente coruja-jacurutu em Valença (RJ) não é apenas um evento fascinante para observadores de aves, mas também um lembrete valioso sobre a riqueza da biodiversidade brasileira e a necessidade contínua de proteger nossos ecossistemas. A presença deste predador de topo é um sinal de saúde ambiental e um símbolo da vida selvagem que prospera quando seus habitats são conservados.
A população de tigres, antes à beira da extinção, apresenta uma recuperação histórica em países como Nepal e Índia, com crescimento de 21% em censo recente. Saiba o que explica esse sucesso e os desafios que persistem.
Quer atrair sabiás e sanhaços? Conheça 5 árvores e arbustos nativos, como a pitangueira, que oferecem frutos e abrigo o ano todo. Transforme seu quintal.
Rastreamento de um jovem elefante por dois anos revelou uma jornada épica por quatro países, seguindo "rodovias invisíveis". Entenda a importância desses corredores.
Cientistas em Botsuana descobriram que pintar olhos na garupa de vacas engana predadores como leões, que desistem do ataque. Saiba como o método funciona.