Saiba como o cancelamento de um contrato por Trinidad e Tobago permitiu à Marinha do Brasil adquirir três navios-patrulha por £133,8 milhões, criando a Classe Amazonas.
Olyvio Marques
Editor · Notícias · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A Classe Amazonas, um trio de navios-patrulha oceânicos (NPO) da Marinha do Brasil, nasceu de uma negociação de oportunidade única no mercado de defesa. Atualizado em 22 de junho de 2026, o caso envolveu a compra de três embarcações novas, originalmente encomendadas por Trinidad e Tobago, por um valor com desconto após o cancelamento do contrato original. A aquisição, concretizada em 2012, reforçou a capacidade de patrulha da costa brasileira de forma ágil e vantajosa.
Os três navios foram inicialmente construídos pelo estaleiro britânico BAE Systems para a Guarda Costeira de Trinidad e Tobago. De acordo com registros, o governo caribenho cancelou a encomenda em setembro de 2010, mesmo com duas das embarcações já concluídas e prontas para entrega, e com a tripulação em treinamento no Reino Unido. Essa decisão abriu uma janela de oportunidade no mercado internacional de defesa.
Atenta à situação, a Marinha do Brasil manifestou interesse nos navios em dezembro de 2011. A negociação avançou rapidamente e, em janeiro de 2012, o contrato de compra foi confirmado pelo valor de £133,8 milhões. Além das embarcações, o acordo incluiu um benefício estratégico fundamental: uma Licença de Fabricação, que permite ao Brasil construir outros navios da mesma classe em território nacional, fortalecendo a indústria naval do país.
Os três navios-patrulha foram incorporados à frota brasileira entre 2012 e 2013, recebendo nomes de importantes rios do país. Com 90,5 metros de comprimento e deslocamento de 2.000 toneladas, as embarcações são equipadas para missões de vigilância e patrulha na chamada Amazônia Azul.
O armamento principal inclui um canhão de 30 mm e duas metralhadoras de 25 mm, além de um convoo capaz de operar com helicópteros de até 7 toneladas, ampliando sua versatilidade em missões no mar.
A Marinha do Brasil pagou £133,8 milhões pelo conjunto dos três navios-patrulha, incluindo uma licença para futuras construções no país.
Os navios foram construídos pelo estaleiro BAE Systems Maritime – Naval Ships, no Reino Unido, originalmente para a Guarda Costeira de Trinidad e Tobago.
A classe é composta por três navios: o NPaOc Amazonas (P-120), o NPaOc Apa (P-121) e o NPaOc Araguari (P-122).
A aquisição da Classe Amazonas representa um dos casos mais bem-sucedidos de compra de oportunidade para as Forças Armadas brasileiras. A negociação não apenas adicionou meios modernos e capazes à Marinha com um custo-benefício favorável, mas também garantiu a transferência de tecnologia para a indústria de defesa nacional, um ganho estratégico de longo prazo.
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