Um mergulhador registrou um raro cascudo-abacaxi no Rio Paranaíba. Saiba mais sobre a espécie com aparência de armadura e linhagem de 50 milhões de anos.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Um raro peixe com aparência pré-histórica, conhecido como cascudo-abacaxi, foi filmado pelo mergulhador Bruno Sub no Rio Paranaíba, em São Simão, no sul de Goiás. Atualizado em 30 de setembro de 2026. As imagens chamam atenção pelas características únicas do animal, que pertence a uma linhagem antiga.
O cascudo-abacaxi, identificado pelo biólogo Edson Abrão, pertence à família Loricariidae, um grupo de peixes de água doce da América do Sul. Seu nome popular vem da sua principal característica: um corpo revestido por placas ósseas que formam uma carapaça flexível, descrita pelo mergulhador como um "couro extremamente duro, parecendo até uma armadura medieval".
Segundo o biólogo explicou ao g1, as pintas espalhadas pelo corpo do peixe funcionam como um mecanismo de defesa, fazendo com que outros animais o considerem peçonhento e evitem o ataque. Embora seja mais comum na bacia Amazônica, o registro em Goiás é notável.
Apesar de não ser, tecnicamente, um animal pré-histórico, o cascudo-abacaxi possui características de uma linhagem que surgiu entre 30 e 50 milhões de anos atrás, de acordo com Edson Abrão. A espécie conseguiu se adaptar e sobreviver até os dias atuais, tornando-se um exemplar vivo de uma longa jornada evolutiva.
O registro foi feito no Rio Paranaíba, que atravessa o estado de Goiás, localizado na região Centro-Oeste do Brasil. O nome do rio, assim como muitos outros no país, tem origem indígena, conforme registros históricos.
O cascudo-abacaxi desempenha um papel fundamental no ecossistema aquático. Com hábitos noturnos, ele vive no fundo dos rios e se alimenta de peixes, algas e matéria orgânica em decomposição, como troncos, folhas e frutos podres. Por isso, é considerado um "faxineiro" dos rios.
Conforme o biólogo, essa atividade "ajuda no equilíbrio ecológico e na limpeza dessa água", pois ao consumir animais em decomposição, o peixe contribui para a melhoria da oxigenação da água. Embora não esteja em risco de extinção, a espécie é considerada rara.
O peixe foi filmado pelo mergulhador Bruno Sub no Rio Paranaíba, na cidade de São Simão, localizada no sul do estado de Goiás.
Não. Segundo o biólogo Edson Abrão, a espécie não está em risco de extinção, mas é considerada muito rara e difícil de ser encontrada.
Ele se alimenta de peixes, algas e matéria orgânica em geral, incluindo troncos, folhas e frutos em decomposição encontrados no fundo dos rios.
O impressionante registro do cascudo-abacaxi em Goiás não apenas revela a existência de uma criatura fascinante, mas também reforça a importância da biodiversidade dos rios brasileiros e a necessidade de preservação de seus ecossistemas.
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