Um biólogo e uma fotógrafa compraram 18 hectares de pântano na Flórida para evitar a especulação imobiliária. Hoje, a área é um santuário vital.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Atualizado em 8 de setembro de 2026. O que era um pântano de ciprestes de 18 hectares ameaçado pela especulação imobiliária na Flórida, EUA, transformou-se em um próspero santuário de vida selvagem. Em 2007, o casal Jim Stevenson e Tara Tanaka comprou a área para protegê-la. Quinze anos depois, o local se tornou o lar de 275 cegonhas-americanas nidificantes, entre dezenas de outras espécies.
Em 2007, o biólogo aposentado Jim Stevenson e a fotógrafa de natureza Tara Tanaka decidiram agir para proteger o terreno vizinho à sua casa, nos arredores de Tallahassee, Flórida. A área de 45 acres (cerca de 18 hectares) de pântano de ciprestes corria o risco de ser desmatada para dar lugar a um loteamento residencial, conforme relatado por veículos como Xataka e Brasil 247. Conhecendo o valor do ecossistema, eles compraram a propriedade com o objetivo de gerenciá-la como um refúgio para a fauna local.
A conservação do pântano exigiu intervenção constante e estratégica. Mesmo antes da compra, Stevenson já navegava de canoa para arrancar manualmente árvores de sebo chinesas, uma espécie invasora que prejudicava as áreas de alimentação das aves. O casal também implementou técnicas de manejo que se mostraram cruciais para o equilíbrio do ecossistema.
Uma das decisões mais curiosas de Stevenson foi criar uma pequena ilha para que os jacarés pudessem tomar sol. Embora pareça contraditório, a presença dos répteis cumpre uma função vital: eles ajudam a afastar predadores como guaxinins, que sobem em árvores para devorar ovos e filhotes nos ninhos. Essa estratégia natural de proteção foi fundamental para o sucesso das colônias de aves.
Em 2022, o Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA (U.S. Fish and Wildlife Service) registrou 275 cegonhas-americanas nidificando no santuário privado, um número que cresceu ao longo dos anos. A espécie, que chegou a estar na lista federal de animais ameaçados em 1984, teve uma recuperação notável, sendo retirada da lista em fevereiro de 2026. Além das cegonhas, o refúgio hoje abriga uma incrível diversidade de fauna, incluindo:
Em 2016, para garantir a proteção perpétua da área, o casal estabeleceu uma servidão de conservação com a Apalachee Land Conservancy, um instrumento legal que impede o desenvolvimento futuro do terreno, mesmo que mude de proprietário.
O pântano de 18 hectares foi comprado em 2007 pelo biólogo aposentado Jim Stevenson e pela fotógrafa de vida selvagem Tara Tanaka para protegê-lo da expansão imobiliária.
De acordo com uma contagem de 2022 do Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA, o santuário abriga 275 indivíduos nidificantes de cegonha-americana.
Os jacarés na água funcionam como uma barreira natural, afastando predadores terrestres como guaxinins, que poderiam subir nas árvores para atacar os ninhos e roubar ovos ou filhotes.
A história de Jim Stevenson e Tara Tanaka na Flórida é um poderoso exemplo de como a ação individual e a conservação privada podem gerar um impacto ambiental imenso e duradouro. Ao transformar um pântano ameaçado em um santuário próspero, eles não apenas salvaram um ecossistema local, mas também contribuíram para a recuperação de uma espécie e inspiraram outros proprietários a proteger a natureza em seus próprios quintais.
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