Na província de Limpopo, um baobá milenar conhecido como "A Árvore que Ruge" armazena 4.500 litros de água e sustenta a vida local. Saiba mais sobre este fenômeno.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Na vila de Zwigodini, na província de Limpopo, África do Sul, existe uma árvore baobá de 2.000 anos que produz um som semelhante a um rugido quando o vento sopra por seus galhos. Conhecida pela comunidade Venda como "Muri Kunguluwa" ou "A Árvore que Ruge", ela é também uma fonte vital de água, armazenando até 4.500 litros em seu tronco. Atualizado em 10 de julho de 2026.
A "Muri Kunguluwa" é um exemplar milenar da espécie de árvore baobá (*Adansonia digitata*), localizada na vila de Zwigodini, em Mutale, na África do Sul. Segundo a tradição local, o som característico que lhe dá o nome é produzido pela passagem do vento por sua estrutura única de galhos. Com uma idade estimada em 2.000 anos, a árvore não é apenas uma curiosidade acústica, mas um pilar para o ecossistema e a comunidade ao seu redor.
Apelidada também de "Árvore da Vida", este baobá serve como uma fonte de sustento crucial. Cerca de 80% de seu tronco é composto por água, permitindo que armazene até 4.500 litros, recurso essencial para a comunidade local e os animais durante os períodos de seca, conforme relatado por Massimo no X. A árvore beneficia diversas espécies:
Os baobás, em geral, são árvores de grande significado cultural e ecológico. Historicamente, líderes e anciãos realizavam reuniões importantes sob suas copas, acreditando que o espírito do baobá os ajudaria a tomar decisões sábias. A casca pode ser usada para fazer cordas, cestos e tecidos, enquanto o fruto, conhecido como "pão de macaco", é considerado um superalimento rico em vitamina C, antioxidantes, cálcio e potássio.
Do ponto de vista ecológico, os baobás são fundamentais. Suas grandes flores brancas, que se abrem ao anoitecer, atraem polinizadores noturnos, como morcegos, que são essenciais para a reprodução da planta, de acordo com um estudo publicado na revista Nature e divulgado pela BBC.
O som de rugido é produzido pelo vento ao passar pela estrutura específica dos galhos da árvore milenar, um fenômeno acústico natural que deu origem ao seu nome local, "Muri Kunguluwa".
Este exemplar específico tem 2.000 anos. A espécie *Adansonia* é conhecida por sua longevidade, com alguns indivíduos podendo viver por milhares de anos. A datação por radiocarbono já confirmou idades superiores a 1.275 anos em outros espécimes.
Os baobás são nativos de regiões áridas e semiáridas. Seis das oito espécies conhecidas são endêmicas de Madagascar, uma é nativa da África continental e outra da Austrália, conforme aponta a ciência.
A "Árvore que Ruge" de Limpopo é mais do que uma maravilha natural; é um monumento vivo que demonstra a resiliência e a simbiose entre a natureza e as comunidades. Sua capacidade de armazenar água, seu som único e seu papel central na cultura e ecologia local a tornam um símbolo poderoso da importância de preservar árvores ancestrais.
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