Conheça a história do Grupo Águia Branca, que começou com um veículo comprado por acaso e se tornou um gigante com gestão familiar em rodízio e faturamento bilionário.
Olyvio Marques
Editor · Notícias · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
O Grupo Águia Branca, que começou em 1946 com um único ônibus comprado quase por acaso por Carlos Chieppe, projeta fechar 2026 com um faturamento de R$ 23 bilhões. Atualizado em 12 de setembro de 2026, o conglomerado capixaba, hoje com mais de 20 mil funcionários, se prepara para mais uma mudança em seu comando, seguindo um modelo de gestão familiar em rodízio. Kaumer Chieppe, neto do fundador, deixará o cargo de CEO no final do ano.
A trajetória do grupo começou quando Carlos Chieppe, que transportava café em lombo de burro no interior do Espírito Santo, adquiriu um ônibus sem saber exatamente o que fazer com ele. Segundo seu neto, Kaumer Chieppe, a sugestão de uso veio do sogro, que apontou a necessidade de transporte entre Governador Valadares e Teófilo Otoni, em Minas Gerais. A operação informal durou dois anos, até que uma empresa concorrente registrou a linha, forçando a família a retornar ao Espírito Santo e a recomeçar o negócio de forma regularizada, conforme relatado ao InfoMoney.
O grande salto do Grupo Águia Branca ocorreu entre 1970 e 1971. Com uma frota de 35 ônibus, a empresa adquiriu duas concorrentes e dobrou de tamanho duas vezes no mesmo ano, chegando a cerca de 140 veículos. Essas aquisições foram cruciais para a diversificação que define o grupo hoje. Junto com os novos ônibus, vieram um contrato de fretamento com a Usiminas, que deu origem à divisão de logística, e a inauguração da primeira concessionária, que se tornou a base para a divisão de comércio de veículos, segundo a Exame.
Embora a Viação Águia Branca seja a marca mais conhecida, a divisão de transporte de passageiros representa hoje apenas 7% da receita total do grupo. O principal motor financeiro é a divisão de comércio, responsável por 70% do faturamento, com 114 concessionárias de marcas como Toyota, BYD e Mercedes-Benz. A divisão de logística, que inclui fretamento e gestão de frotas, responde pelos 23% restantes, de acordo com dados do InfoMoney.
Um dos diferenciais do grupo é seu modelo de governança. A presidência é ocupada em um sistema de rodízio de quatro anos entre os primos da terceira geração da família: Décio, Renan, Kaumer e Igor. Kaumer Chieppe, atual CEO, encerrará seu mandato no fim de 2026, passando o comando para Igor Chieppe. "O que funcionou para nós não necessariamente vai ser o modelo para sempre", afirmou Kaumer ao InfoMoney, destacando a capacidade de adaptação da gestão.
O Grupo Águia Branca projeta um faturamento de aproximadamente R$ 23 bilhões para 2026. A empresa registrou um crescimento expressivo nos últimos anos, saltando de R$ 5,9 bilhões em 2018 para R$ 19,4 bilhões em 2025, conforme reportagem da Exame.
O Grupo Águia Branca é controlado pela família Chieppe. A estrutura societária é composta por holdings de cada um dos cinco irmãos filhos do fundador, que são sócias da Águia Branca Participações, a controladora do grupo.
A empresa foi fundada em 1946 por Carlos Chieppe com um único ônibus operando uma linha em Minas Gerais. Após perder a concessão por operar informalmente, a família recomeçou no Espírito Santo, adquirindo a Empresa de Ônibus Águia Branca em 1957 e expandindo o negócio a partir de então.
De um único ônibus a um conglomerado de R$ 23 bilhões, a história do Grupo Águia Branca é marcada pela visão de diversificar os negócios e por um modelo de gestão familiar que se renova a cada quatro anos. A transição de CEO no final do ano marca mais um capítulo na trajetória de um dos maiores grupos empresariais do Brasil, que soube transformar um começo incerto em um império de logística, comércio e transporte.
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