Embarcação de 21 metros, encontrada a 46m de profundidade, continha centenas de jarros de vinho. Ministro da Cultura classifica achado como histórico.
Olyvio Marques
Editor · Mundo · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Uma embarcação romana com mais de 2.100 anos foi descoberta na costa da Sicília, no sul da Itália, carregada com centenas de ânforas, provavelmente usadas para transportar vinho. Atualizado em 10 de agosto de 2026, o achado foi classificado pelo ministro da Cultura da Itália, Alessandro Giuli, como "uma das descobertas arqueológicas subaquáticas mais importantes dos últimos anos", conforme relatado por diversas fontes de notícias.
O naufrágio foi localizado a aproximadamente três milhas náuticas (cerca de cinco quilômetros) da costa de Mazara del Vallo, no oeste da Sicília, a uma profundidade de 46 metros. Segundo análises iniciais da unidade de proteção do patrimônio cultural da polícia italiana, a embarcação data de um período entre os séculos 2 e 1 a.C. A Superintendência do Mar do governo regional siciliano continuará as análises para revelar mais detalhes sobre a história do navio.
"O mar continua a revelar-nos valiosos fragmentos da nossa história, e o naufrágio de Mazara del Vallo fala-nos dos povos, das rotas e das trocas que fizeram do Mediterrâneo uma encruzilhada de civilizações", declarou o ministro Giuli, de acordo com a imprensa local.
A imprensa italiana informa que o navio media cerca de 21 metros de comprimento por 6 metros de largura. Sua carga consistia em centenas de ânforas, recipientes de cerâmica usados no transporte de mercadorias na antiguidade. A maioria dos jarros é do tipo Dressel 1A, comumente utilizado para o transporte de vinho.
Além disso, foram identificadas ânforas do tipo Lamboglia 2, que provavelmente vieram do Norte da África, e uma ânfora neopúnica. Essa variedade de artefatos oferece, segundo os especialistas, um "testemunho extraordinário das rotas comerciais do Mediterrâneo de mais de 2.000 anos atrás".
A descoberta ocorreu após informações fornecidas por pescadores subaquáticos locais. O mergulhador Giacomo De Mola descreveu em uma publicação no Instagram como encontrou o sítio arqueológico por acaso, chamando-o de "a descoberta mais incrível da minha vida".
"A visibilidade não estava boa. Vi uma grande massa escura e pensei: 'Só mais uma rocha grande...'. Aproximei-me ainda mais. E meu coração parou. Não era uma rocha", relatou De Mola. "Abaixo de mim, estendia-se uma imensa quantidade de ânforas — centenas delas, que repousavam no fundo do mar há mais de 2.000 anos."
O navio foi encontrado a 46 metros de profundidade, a aproximadamente três milhas náuticas da costa de Mazara del Vallo, no oeste da Sicília, Itália.
A embarcação transportava centenas de ânforas, a maioria do tipo Dressel 1A, usadas para carregar vinho. Também foram encontrados outros tipos de jarros que indicam comércio com o Norte da África.
As análises iniciais datam o naufrágio em um período entre os séculos 2 e 1 antes de Cristo, o que significa que tem mais de 2.100 anos.
A descoberta do navio romano na costa da Sicília representa um marco para a arqueologia subaquática. A embarcação e sua carga preservada oferecem uma janela rara para as complexas rotas comerciais e a vida marítima do Império Romano, reforçando o papel do Mediterrâneo como um centro vital de trocas culturais e econômicas da antiguidade.
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