Um Airbus da British Airways bloqueou a única pista do aeroporto de Londres-Gatwick, forçando nove aeronaves a desviar com baixo combustível. Entenda o caos aéreo.
Olyvio Marques
Editor · Mundo · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Pelo menos nove voos declararam emergência simultaneamente por baixo nível de combustível na noite de terça-feira (14) após um avião da British Airways sofrer uma falha técnica e bloquear a única pista do Aeroporto de Londres-Gatwick. Atualizado em 21 de julho de 2026.
O incidente começou por volta das 23h50, quando o voo BA-2673 da British Airways, um Airbus A320 vindo de Palma de Mallorca, na Espanha, pousou em Gatwick. Segundo a imprensa britânica, a aeronave apresentou uma falha no trem de pouso dianteiro que a impediu de sair da pista, exigindo a intervenção de equipes de emergência e paralisando todas as operações do aeroporto, que opera com uma única pista principal.
Com a pista interditada, dezenas de aeronaves que se aproximavam foram forçadas a entrar em circuitos de espera, sobrevoando a região. À medida que o tempo passava, o combustível começou a atingir níveis críticos. Consequentemente, nove voos das companhias easyJet, British Airways, Jet2 e TUI Airways emitiram o código de emergência 7700, conhecido como "Mayday Fuel", para sinalizar a necessidade de pouso imediato.
As aeronaves que declararam emergência haviam partido de diversas cidades europeias e do norte da África, incluindo:
Graças à declaração de emergência, os controladores de tráfego aéreo puderam priorizar esses voos, liberando rotas diretas para aeroportos alternativos. As aeronaves pousaram em segurança principalmente em Londres-Luton e Londres-Stansted, com alguns desvios também para Heathrow, Birmingham e Bristol. Apesar da gravidade da situação, não houve registro de acidentes ou feridos.
O bloqueio da única pista de Gatwick criou um congestionamento aéreo. Múltiplas aeronaves em padrão de espera atingiram seu nível mínimo de combustível de segurança quase simultaneamente, obrigando os pilotos a declararem emergência para garantir um pouso prioritário em outro local.
Relatos indicam uma falha técnica no trem de pouso dianteiro do Airbus A320 após o pouso, o que o imobilizou na pista. A British Airways confirmou uma falha técnica, mas não detalhou o problema específico.
Não. Todas as nove aeronaves que declararam emergência foram desviadas e pousaram em segurança nos aeroportos alternativos, e não há registro de feridos em nenhuma das operações.
O incidente em Gatwick destaca a vulnerabilidade de aeroportos de pista única a interrupções. A ação coordenada dos pilotos e do controle de tráfego aéreo foi crucial para gerenciar a crise e garantir a segurança de centenas de passageiros, evitando um desastre em potencial.
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