Pyongyang anuncia teste de míssil de alcance intermediário com IA que altera rota em voo. Irmã de Kim Jong-un afirma que tecnologia torna o ataque inevitável.
Olyvio Marques
Editor · Ásia · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A Coreia do Norte anunciou neste sábado (3) ter testado com sucesso um novo míssil estratégico de alcance intermediário equipado com inteligência artificial (IA), capaz de alterar sua própria trajetória para evitar interceptação. Segundo o regime, a tecnologia torna o projétil impossível de ser detido. Atualizado em 3 de outubro de 2026.
O comunicado oficial foi assinado por Kim Yo-jong, irmã influente do líder norte-coreano Kim Jong-un, e divulgado horas após as Forças Armadas da Coreia do Sul detectarem o lançamento de um míssil balístico a partir da região de Wonsan, na costa leste do país, conforme noticiado pelo G1 e pela agência AFP.
De acordo com a declaração de Kim Yo-jong, a inteligência artificial permite que o míssil mude sua rota programada durante o voo em baixa altitude, utilizando uma "trajetória em ondas". Essa capacidade de manobra foi desenvolvida para dificultar o rastreamento por radares e sistemas de defesa antimísseis.
"Sempre que aplicamos o modo de trajetória em ondas aos mísseis, o inimigo não conseguiu rastrear os alvos a partir de seus primeiros pontos de salto", afirmou Kim Yo-jong, segundo a agência de notícias Yonhap. Ela concluiu de forma categórica: "Em outras palavras, isso significa que não há como evitar esse ataque".
O teste foi supervisionado pessoalmente por Kim Jong-un. As Forças Armadas da Coreia do Sul informaram que o míssil percorreu mais de 700 quilômetros antes de cair no mar. O Ministério da Defesa do Japão complementou que o projétil atingiu uma área fora de sua zona econômica exclusiva. Este foi um dos mais de dez testes de mísseis realizados por Pyongyang em 2026.
O lançamento ocorre em um momento de tensão elevada na península, dias após uma explosão de minas na Zona Desmilitarizada ferir três soldados sul-coreanos. Seul atribuiu o incidente ao Norte e exigiu um pedido de desculpas, que foi rejeitado por Pyongyang, de acordo com a revista Veja.
Pyongyang afirma que o míssil de alcance intermediário usa IA para mudar sua trajetória em baixa altitude, o que o tornaria impossível de rastrear e interceptar. A declaração oficial, feita por Kim Yo-jong, diz que "não há como evitar esse ataque".
As forças armadas da Coreia do Sul detectaram o lançamento e confirmaram que o míssil percorreu mais de 700 km. O Japão informou que o projétil caiu fora de sua zona econômica exclusiva. Ambos os países, em cooperação com os Estados Unidos, reforçaram a vigilância.
O anúncio da Coreia do Norte sobre um míssil guiado por IA representa uma escalada em suas capacidades militares declaradas, aumentando as preocupações com a segurança na região. Embora especialistas peçam cautela sobre a veracidade das alegações, o teste serve como uma demonstração de força e um desafio direto aos sistemas de defesa de seus adversários, em um cenário de tensões já elevadas.
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