Preso nos EUA, ex-presidente venezuelano manifestou apoio à primeira reunião presencial em Caracas, marcada para a próxima semana. Entenda o contexto.
Olyvio Marques
Editor · América Latina · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Preso nos Estados Unidos desde janeiro, o presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, manifestou apoio ao início do diálogo entre o governo interino de Delcy Rodríguez e a oposição. A declaração, divulgada no domingo (2), antecede a primeira reunião presencial entre as partes, agendada para a próxima semana em Caracas. Atualizado em 3 de agosto de 2026.
Por meio de sua conta no Telegram, Maduro defendeu o diálogo como um instrumento para a reconciliação do país. "Falar de um RENASCIMENTO NACIONAL como meta comum é falar de respeito mútuo na diversidade, de inclusão de todos e todas", afirmou na mensagem, segundo a imprensa local. "Saudamos todo caminho de diálogo que ajude a consolidar a paz, a convivência e o reencontro entre os venezuelanos."
O ex-presidente também expressou o desejo de que agosto seja um mês de "diálogo sincero e renascimento espiritual para a Venezuela", conforme reportado por veículos como a Veja e o G1.
A reunião da próxima semana será a primeira rodada presencial de negociações entre representantes do governo interino e um grupo de opositores apoiados por Washington. As discussões terão como foco temas como a assistência às vítimas do terremoto de 24 de junho, o fortalecimento da democracia e garantias de direitos políticos, de acordo com as fontes.
A principal líder da oposição, María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz, não participará das conversas. No entanto, ela declarou que não pretende dificultar ou obstruir o processo de negociação.
Nicolás Maduro, 63 anos, e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados em Caracas em uma operação militar dos EUA em janeiro de 2026. Atualmente, estão detidos em uma prisão no Brooklyn, em Nova York, e aguardam julgamento por acusações que incluem narcoterrorismo e tráfico de drogas, as quais ambos negam.
Desde sua primeira audiência, Maduro sustenta que foi "sequestrado" e se considera um "prisioneiro de guerra". O julgamento do casal está marcado para começar em 1º de junho de 2027 em um tribunal federal de Nova York.
Nicolás Maduro foi capturado em uma operação militar dos EUA em janeiro de 2026. Ele enfrenta acusações de narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína e posse de armas. Maduro nega as acusações e alega ter sido "sequestrado".
O diálogo envolve representantes do governo interino de Delcy Rodríguez e um grupo de opositores apoiados pelos Estados Unidos. A principal figura da oposição, María Corina Machado, não participará diretamente.
A manifestação de apoio de Maduro, vinda de uma prisão norte-americana, adiciona uma nova camada de complexidade ao cenário político venezuelano, enquanto governo e oposição buscam negociar saídas para a crise sob a pressão de Washington.
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