Documento encontrado com o bicheiro Adilsinho detalha supostos pagamentos a agentes públicos e impulsiona a Operação Unha e Carne. Saiba mais sobre os alvos.
Olyvio Marques
Editor · Justiça · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Uma lista com nomes de pelo menos 25 políticos, encontrada na cabeceira da cama do contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, tornou-se a peça-chave para a 5ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal. Atualizado em 2 de julho de 2026, o documento detalha supostos pagamentos, doações eleitorais e um esquema de lavagem de dinheiro.
Apreendida em novembro de 2022 durante a Operação Smoke Free, a lista estava dentro de uma mala de couro em um imóvel de Adilsinho na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Segundo investigadores da PF, as planilhas contêm registros de supostos pagamentos indevidos, doações eleitorais e uma contabilidade ligada à lavagem de capitais, apontando para repasses diretos a agentes públicos do estado.
A nova fase da operação, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes do STF, resultou em novos mandados de prisão para Adilsinho e para o ex-deputado Rodrigo Bacellar, ambos já detidos. O pastor e empresário Márcio Poncio foi preso, e houve um mandado de busca e apreensão contra Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral. Além das prisões, Moraes determinou o bloqueio de até R$ 22 milhões em bens e valores dos investigados.
Embora a PF não tenha identificado oficialmente todos os citados, fontes da investigação apontam que o nome do ex-governador Cláudio Castro (PL) aparece nos documentos. A lista também faz referência ao codinome "Barba", atribuído a Rodrigo Bacellar, e menciona o ex-deputado Thiego Raimundo dos Santos, o TH Joias, e um delegado da própria Polícia Federal.
É uma investigação da Polícia Federal que apura a atuação de organizações criminosas no Rio de Janeiro e suas conexões com agentes públicos, no contexto da ADPF 635, conhecida como "ADPF das Favelas", que determinou o aprofundamento dessas investigações.
Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, é um contraventor apontado pela PF como um dos líderes da chamada "Máfia do Cigarro" no Rio de Janeiro. Ele está preso desde fevereiro de 2026.
A lista foi encontrada dentro de uma mala de couro na cabeceira da cama de Adilsinho, em um de seus imóveis na Barra da Tijuca, durante a Operação Smoke Free, em novembro de 2022.
A descoberta da lista de Adilsinho representa um avanço significativo nas investigações sobre a conexão entre o crime organizado e a política no Rio de Janeiro. A análise do material apreendido pela Polícia Federal deve levar a novos desdobramentos na Operação Unha e Carne, aprofundando o cerco contra esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro.
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