Vaguinho Espíndola, prefeito de Criciúma, passou 20 horas nas ruas para avaliar serviços. Ele não foi reconhecido pela família e propôs novas políticas. Veja.
Olyvio Marques
Editor · Política · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
O prefeito de Criciúma (SC), Vagner Espíndola (PSD), conhecido como Vaguinho, se disfarçou de pessoa em situação de rua e passou cerca de 20 horas vivenciando essa realidade para avaliar os serviços públicos municipais. A experiência, registrada em vídeo, gerou grande repercussão e culminou na frase do gestor: "Senti na pele o que é ser invisível". Atualizado em 25 de junho de 2026.
Para a ação, realizada em junho de 2025, o prefeito utilizou barba e peruca postiças, maquiagem e roupas desgastadas, segundo fontes locais. Durante o período, Vaguinho pediu esmolas em semáforos, arrecadando cerca de R$ 5 em 15 minutos, e recebeu alimentos de moradores, incluindo um café oferecido por um garoto de aproximadamente 10 anos, um gesto que o emocionou.
O momento mais impactante, de acordo com seu relato, foi quando sua própria esposa e seus dois filhos passaram por ele na rua e não o reconheceram. "Naquele instante senti na pele a dolorosa sensação de ser invisível", afirmou Vaguinho, conforme divulgado pela imprensa.
A intenção inicial era permanecer 24 horas disfarçado, mas a experiência foi interrompida após 20 horas. Enquanto dormia sob a marquise da Igreja Santa Bárbara, o prefeito foi abordado por uma equipe da assistência social do município que lhe ofereceu acolhimento. Durante a abordagem, um dos agentes o reconheceu, encerrando a ação. Segundo o prefeito, a equipe agiu de forma respeitosa, o que ele considerou um ponto positivo na avaliação do serviço.
Após a vivência, Vaguinho Espíndola anunciou que a experiência servirá de base para fortalecer as políticas públicas. Entre as medidas, está o envio de um projeto de lei à Câmara Municipal para autorizar a internação involuntária de dependentes químicos em situação de rua. A prefeitura também planeja criar um observatório para monitorar essa população, que, segundo o gestor, circula entre diferentes cidades.
A iniciativa provocou reações diversas. Apoiadores elogiaram a atitude como uma forma de aprimorar as políticas públicas, enquanto críticos argumentaram que 20 horas não são suficientes para compreender a complexa realidade de quem vive nas ruas por meses ou anos.
O prefeito Vaguinho Espíndola se disfarçou com o objetivo de vivenciar a rotina das pessoas em situação de rua e avaliar na prática a eficácia dos serviços de assistência social oferecidos pelo município.
Ele permaneceu disfarçado por aproximadamente 20 horas. O plano inicial era de 24 horas, mas a experiência foi encerrada quando ele foi reconhecido por uma equipe da prefeitura.
Ele anunciou o envio de um projeto de lei para permitir a internação involuntária de dependentes químicos e a criação de um observatório municipal para monitorar a população em situação de rua.
A ação do prefeito de Criciúma, embora controversa, colocou em evidência o debate sobre a vulnerabilidade social e os desafios das políticas públicas para a população em situação de rua. A experiência resultou em propostas concretas de mudança na abordagem do município, que agora serão discutidas na esfera legislativa.
Senador recorre de decisão que reteve 30% de seus vencimentos para quitar dívida de R$ 34,4 mil com Marco Polo Del Nero, ex-presidente da CBF. Saiba mais.
Ministro da Defesa, José Múcio, afirma que Brasil não tem equipamento nem dinheiro para resistir a um ataque americano, defendendo mais verbas para as Forças Armadas.
Condenado pelo STF, João Giffoni usou embalagens e retalhos de papel para registrar memórias do cárcere e atendimentos a 300 detentos. Saiba mais sobre a obra.