Caminhoneiros ameaçam nova paralisação nacional se Davi Alcolumbre não pautar a MP do Frete no Senado antes de 16 de julho. Entenda a proposta.
Olyvio Marques
Editor · Política · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Representantes de caminhoneiros ameaçam iniciar uma nova greve nacional caso o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não paute a votação da Medida Provisória (MP) 1.343/2026, conhecida como MP do Frete. Atualizado em 9 de julho de 2026, o prazo para que o texto seja aprovado e não perca a validade (caduque) é 16 de julho.
A pressão sobre Alcolumbre foi verbalizada por Wallace Landim, presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava). "Presidente Davi Alcolumbre, o senhor não queira deixar a MP caducar. O senhor vai segurar uma greve nacional no teu nome", afirmou Landim em vídeo, conforme noticiado pelo Poder360 e outros veículos.
Editada pelo governo federal em março, a MP 1.343/2026 busca reforçar o cumprimento da política de pisos mínimos do frete rodoviário. A principal mudança é a criação de um bloqueio digital que impede o pagamento de fretes abaixo da tabela da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), segundo o Poder360. Isso seria feito tornando obrigatório o registro da operação através do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), que travaria a emissão de documentos fiscais se o valor estivesse irregular.
Para os caminhoneiros, a medida é vista como essencial para garantir remuneração justa e segurança para a categoria. Landim afirma que a perda de validade da MP representaria um "retrocesso", pois muitos transportadores estão com dificuldades para trabalhar sem essa regulamentação, de acordo com o Jornal de Brasília.
Aprovada na Câmara dos Deputados em 17 de junho, a MP está parada no Senado há três semanas. Segundo a CNN Brasil, há um entendimento nos bastidores de que Alcolumbre estaria travando a votação. Wallace Landim, em declaração à Gazeta do Povo, classificou a situação como uma "briga de ego" entre a presidência do Senado e o governo Lula, afirmando que a categoria não pode ser prejudicada.
A proposta, no entanto, não é um consenso. Entidades ligadas ao agronegócio e à indústria criticam o texto, alegando que o endurecimento da fiscalização aumenta os custos logísticos e a insegurança jurídica, como aponta a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) em nota repercutida pela Gazeta do Povo.
Durante sua tramitação no Congresso, a MP do Frete sofreu alterações. Além do bloqueio digital via CIOT, o texto aprovado na Câmara inclui, conforme detalhado pelo Poder360:
A ameaça de greve é um instrumento de pressão para que o Senado, sob a presidência de Davi Alcolumbre, vote a MP do Frete (1.343/2026) antes que ela perca a validade em 16 de julho. A categoria considera a MP vital para garantir o pagamento do piso mínimo do frete.
A Medida Provisória precisa ser votada e aprovada pelo Senado até o dia 16 de julho de 2026. Caso contrário, ela "caduca", ou seja, perde sua eficácia e as regras propostas não entram em vigor.
Setores do agronegócio e da indústria, representados por entidades como a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), são críticos à medida. Eles argumentam que a proposta eleva os custos de transporte e gera insegurança jurídica, desconsiderando as realidades do mercado, conforme reportado pela CNN Brasil e Gazeta do Povo.
A uma semana do prazo final, a MP do Frete se tornou um ponto de alta tensão entre caminhoneiros, o Congresso Nacional e setores da economia. A decisão de Davi Alcolumbre de pautar ou não a matéria nos próximos dias será decisiva para o desfecho da crise e para evitar uma nova paralisação que poderia impactar todo o país.
Entenda a conexão entre o cancelamento da homenagem ao skatista Sandro Dias e a prisão do vereador Giovane Byl, proponente do título, por suspeita de desvios.
Mensagens do celular do banqueiro Daniel Vorcaro revelam articulação para hospedar ministro, que seria Kassio Nunes Marques, em imóvel de luxo no Carnaval.
Mensagens revelam que Daniel Vorcaro afirmou que Celina Leão participou do acordo BRB-Master, chamando a oposição pública dela de "jogo político". Entenda.
Um projeto aprovado em comissão na Câmara amplia o porte de arma para 9 profissões, incluindo fiscais e defensores públicos. Veja a lista e as regras.