A Operação Ifrit apreendeu carros de colecionador, incluindo um Ford dos anos 1920 e um jipe Willys de 1958, em Campo Grande. A ação da PF mira uma organização criminosa ligada ao tráfico e lavagem de dinheiro. Saiba mais.
Olyvio Marques
Editor · Polícia · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A Operação Ifrit da Polícia Federal, deflagrada nesta quarta-feira (4), resultou na apreensão de veículos raros em Campo Grande, incluindo um Ford da década de 1920 e um jipe Willys/Overland de 1958. Os carros de colecionador estavam em um galpão e foram confiscados como parte da ação que investiga uma organização criminosa especializada em tráfico internacional de drogas e armas. Atualizado em 4 de novembro de 2026.
A apreensão dos veículos antigos ocorreu em uma funilaria na Rua São Borja, em Campo Grande. De acordo com informações da Polícia Federal, foram necessários cinco guinchos para transportar os carros confiscados até a sede da PF, em uma ação que durou cerca de quatro horas. Entre os itens, destacam-se um Ford da década de 1920 e um jipe Willys/Overland verde, modelo 1958.
Além dos carros de colecionador, a operação também confiscou uma frota de veículos de luxo. Um Ford Mustang Shelby GT500, avaliado em R$ 370 mil, foi apreendido na residência de um investigador da Polícia Civil no Condomínio Alphaville, também na capital sul-mato-grossense.
A Operação Ifrit é uma ação conjunta da Polícia Federal e da Receita Federal para desarticular uma organização criminosa com estrutura familiar, ligada a facções como o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o PGC (Primeiro Grupo Catarinense). O grupo é suspeito de movimentar mais de R$ 500 milhões em aproximadamente dois anos por meio de tráfico internacional de drogas, armas e lavagem de dinheiro.
A ofensiva mobilizou 500 policiais federais e 44 servidores da Receita para cumprir 76 mandados de busca e apreensão e 26 de prisão em sete estados: Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Goiás e Rondônia.
As investigações apontam que a organização era comandada por três irmãos da família Haidar, com forte atuação na fronteira entre Ponta Porã (MS) e Pedro Juan Caballero, no Paraguai. Adel Hassan Haidar e Bassan Hassan Haidar foram presos, enquanto Nasser Haidar é considerado foragido.
A operação também revelou o envolvimento de agentes públicos no esquema. Entre os alvos estão três policiais civis, incluindo o delegado afastado Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa, que já estava detido por outra investigação e teve um novo mandado de prisão cumprido.
A Polícia Federal apreendeu diversos veículos, com destaque para um Ford da década de 1920, um jipe Willys/Overland de 1958 e um Ford Mustang Shelby GT500. Ao todo, a Justiça determinou o confisco de mais de 150 veículos pertencentes ao grupo.
A operação investiga uma organização criminosa familiar suspeita de tráfico transnacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro e crimes violentos. O grupo atuava na fronteira do Brasil com o Paraguai e tinha conexões para enviar drogas à Europa, especialmente para Espanha e Portugal.
A Justiça Federal expediu 26 mandados de prisão. Entre os presos em Mato Grosso do Sul estão Adel e Bassan Hassan Haidar, apontados como líderes, além de policiais civis, como o delegado Hoffman D'Ávila.
A apreensão de veículos raros e de luxo durante a Operação Ifrit demonstra o poder financeiro da organização criminosa alvo da Polícia Federal. A ação não apenas confiscou um patrimônio milionário, mas também expôs a participação de agentes públicos no esquema, reforçando a complexidade do combate ao crime organizado na fronteira.
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