Operação Sonar, em Belém (PA), prendeu um suspeito em flagrante por lavagem de dinheiro e afastou 12 servidores públicos. Entenda o esquema de corrupção.
Olyvio Marques
Editor · Polícia · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A Polícia Federal (PF) apreendeu mais de R$ 1,2 milhão em dinheiro vivo dentro de duas malas durante a Operação Sonar, deflagrada em Belém (PA) nesta terça-feira (15). Atualizado em 15 de setembro de 2026. A ação, realizada em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), investiga um esquema de desvio de recursos, corrupção e lavagem de dinheiro em uma empresa pública federal.
Um investigado foi preso em flagrante pelo crime de lavagem de capitais, na modalidade de ocultação de valores, por não conseguir comprovar a origem lícita da quantia encontrada em sua posse, conforme informado pelo Metrópoles.
A Operação Sonar cumpriu 12 mandados de busca e apreensão em endereços residenciais, empresariais e institucionais na capital paraense. As ordens foram expedidas pela 4ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Pará. Além do R$ 1,2 milhão em espécie, os agentes apreenderam joias, veículos de luxo, documentos e dispositivos eletrônicos que serão periciados, segundo o G1.
A Justiça Federal determinou uma série de medidas cautelares, incluindo:
Um dos mandados foi cumprido na Companhia Docas do Pará (CDP), de acordo com o portal Folha do Progresso.
As investigações apontam que o grupo criminoso atuava em várias frentes. Há indícios de que faturas de serviços já prestados eram retidas para pressionar fornecedores a pagar comissões em dinheiro para liberar os pagamentos devidos. A PF também suspeita que contratações eram direcionadas para empresas previamente escolhidas através da criação artificial de situações emergenciais, conforme apurado pelo G1.
Ainda segundo a investigação, o esquema utilizava empresas sem estrutura operacional e "laranjas" para ocultar e dissimular o dinheiro obtido com os crimes. Os investigados podem responder por organização criminosa, peculato, concussão, corrupção passiva, crimes em licitações e lavagem de capitais.
A operação foi batizada de "Operação Sonar" e foi deflagrada pela Polícia Federal em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU) em Belém (PA).
Foram apreendidos mais de R$ 1,2 milhão em dinheiro em espécie, encontrados dentro de duas malas em posse de um dos investigados.
Os investigados podem responder por organização criminosa, peculato, concussão, corrupção passiva, crimes em licitações e contratos administrativos, falsidade ideológica e lavagem de capitais.
A Operação Sonar representa um duro golpe contra um sofisticado esquema de corrupção em uma empresa pública federal em Belém. A apreensão de R$ 1,2 milhão em espécie, a prisão de um suspeito e o afastamento de 12 servidores demonstram a escala da investigação, que agora prossegue com a análise dos materiais apreendidos e o bloqueio de bens para ressarcir os cofres públicos.
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