Em despedida emocionada, familiares do piloto Henrique Martin, morto em acidente aéreo em Campo Grande, destacam sua experiência e alegria. Saiba mais sobre a cerimônia e a investigação.
Olyvio Marques
Editor · Brasil · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Em um clima de dor e saudade, familiares e amigos se despediram do piloto Henrique Martin de Carvalho, de 42 anos, neste sábado (4), em Campo Grande. Atualizado em 4 de julho de 2026. Durante o velório, as lembranças ressaltaram duas de suas maiores características: a alegria contagiante e a imensa paixão pela aviação, profissão que exercia com experiência, segundo parentes.
O velório ocorreu na Funerária Campo Grande, onde homenagens foram prestadas com coroas de flores enviadas por amigos e pela empresa Amapil Táxi Aéreo, onde Henrique trabalhava há cerca de um mês. Sobre o caixão fechado, uma foto recordava o piloto.
Gabriel de Carvalho, tio de Henrique, afirmou que o sobrinho tinha uma vasta experiência e descartou a possibilidade de erro humano. "Ele era apaixonado pela aviação e tinha uma carga horária de voo muito boa. Era muito instruído, extremamente inteligente", disse, conforme apurado pelo Campo Grande News.
Uma tia, que preferiu não se identificar, lembrou do carinho do sobrinho. "A gente nunca imaginou que uma tragédia como essa pudesse acontecer. Nós temos certeza de que ele não causou esse acidente. Era um profissional muito experiente", declarou.
Henrique Martin e a pesquisadora alemã Lydia Theresia Möcklinghoff, de 45 anos, morreram na queda do bimotor Neiva EMB-810D Seneca na manhã de sexta-feira (3). A aeronave decolou do Aeroporto Santa Maria sob forte neblina e caiu em uma área de mata poucos minutos depois, com destino ao Pantanal de Aquidauana.
O Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) investiga as causas, e a perícia inicial sugere uma queda quase vertical em alta velocidade. A desorientação espacial devido ao mau tempo é uma das hipóteses, mas uma análise mecânica dos motores e componentes será realizada para verificar eventuais falhas.
Henrique Martin de Carvalho tinha 42 anos e era um piloto experiente, tendo atuado como instrutor de voo antes de trabalhar na Amapil Táxi Aéreo. Casado e pai de uma menina, era descrito pela família como um profissional inteligente e apaixonado pela aviação.
A investigação do Cenipa aponta para múltiplas possibilidades. A forte neblina no momento da decolagem do Aeroporto Santa Maria, que opera sob regras de voo visual (VFR), e uma possível desorientação espacial do piloto são consideradas. A análise dos motores e componentes da aeronave é crucial para confirmar ou descartar uma falha mecânica.
A passageira era Lydia Theresia Möcklinghoff, 45 anos, uma zoóloga e pesquisadora alemã reconhecida por seus estudos sobre mamíferos silvestres, especialmente tamanduás, no Pantanal. Ela se dirigia à região para mais uma etapa de suas pesquisas.
A despedida de Henrique Martin foi marcada por lembranças de sua dedicação e alegria, enquanto as autoridades aeronáuticas trabalham para esclarecer as circunstâncias exatas da tragédia que interrompeu sua trajetória e a da pesquisadora Lydia Möcklinghoff.
Entenda a complexa operação logística da Marinha do Brasil para mover seções do submarino Riachuelo por 5 km em Itaguaí, exigindo 320 rodas e a interdição da BR-493.
Projeto de Lei 1265/2024 propõe proibir a criação e venda de pitbulls no país. Tutores atuais teriam que castrar e registrar seus cães. Entenda a proposta.
Empresário ajudou colaborador da Havan a adaptar a casa para a filha, Thalita, que vive em hospital há 20 anos com AME. Saiba mais sobre o caso.