Projetos que liberam o porte de arma para categorias como advogados, corretores e fiscais avançam no Congresso. Entenda o status e quem pode ser incluído.
Olyvio Marques
Editor · Brasil · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Projetos de lei que ampliam o porte de arma de fogo para novas categorias profissionais avançaram em comissões no Congresso Nacional, mas ainda não viraram lei. Atualizado em 22 de junho de 2026. A discussão inclui profissões como advogados, corretores de imóveis, agentes de trânsito e fiscais ambientais, que alegam exposição a riscos no exercício de suas funções.
As propostas buscam alterar o Estatuto do Desarmamento para incluir essas atividades na lista de funções que permitem a solicitação do porte. No entanto, a aprovação em uma comissão é apenas uma das etapas do processo legislativo, conforme apurado por veículos como Correio de Minas e Portal Tempo Novo.
Diversos projetos em tramitação na Câmara dos Deputados e no Senado Federal citam categorias que atuam em fiscalizações, operações externas ou em situações de vulnerabilidade. As principais são:
Propostas aprovadas em comissões de Segurança Pública tanto da Câmara quanto do Senado defendem que advogados e corretores de imóveis estão expostos a ameaças e situações de risco. No caso dos corretores, a justificativa envolve visitas a imóveis vazios e encontros com desconhecidos. Para os advogados, o risco estaria associado a casos criminais e disputas de alto grau de tensão.
Um projeto de lei que avançou no Senado (PL 2.160/2023) busca regulamentar o porte de arma para agentes de trânsito que atuam em atividades operacionais e ostensivas. O argumento é que esses profissionais lidam diariamente com situações de conflito nas ruas.
Servidores que atuam na fiscalização ambiental também são contemplados em projetos. A justificativa é o risco enfrentado em operações contra crimes como desmatamento ilegal e garimpo clandestino, muitas vezes em áreas remotas e com a presença de grupos armados.
Outra discussão em andamento propõe ampliar o porte de arma para vigilantes mesmo fora do horário de serviço. Atualmente, a permissão é restrita ao expediente. Os defensores da medida afirmam que esses profissionais continuam expostos a riscos e retaliações por causa da profissão.
Além das citadas, outros projetos em análise no Congresso incluem mais categorias profissionais. Entre elas estão:
Não. A aprovação de um projeto em uma comissão temática é um passo importante, mas não definitivo. Para que a mudança se torne lei, a proposta ainda precisa passar por outras comissões (como a de Constituição e Justiça), ser votada nos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, e, por fim, ser sancionada pela Presidência da República.
Mesmo que uma lei seja aprovada, a autorização não será automática. Cada profissional interessado precisará cumprir as exigências legais já previstas, como comprovação de capacidade técnica, aptidão psicológica e ausência de antecedentes criminais.
As principais categorias incluídas nos projetos de lei são advogados, corretores de imóveis, agentes de trânsito, fiscais ambientais, vigilantes, médicos-veterinários e servidores efetivos de órgãos de defesa do consumidor (Procon).
Não. A aprovação dos projetos apenas inclui as categorias no grupo de profissionais que podem solicitar a autorização. Cada indivíduo precisará cumprir as exigências legais, como comprovação de capacidade técnica e aptidão psicológica, para obter o porte, que dependerá de análise individual.
A discussão sobre a ampliação do porte de arma para novas profissões segue em andamento no Congresso Nacional. Embora propostas para diversas categorias tenham avançado em comissões, nenhuma mudança se tornou lei. A aprovação final depende de um longo processo legislativo, e a eventual autorização exigirá o cumprimento de critérios individuais rigorosos por parte dos profissionais.
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