Um vídeo emocionante de um aluno surdo de 3 anos recebendo seu primeiro grau no Jiu-Jitsu viralizou. Entenda como a dedicação da professora mudou tudo.
Olyvio Marques
Editor · Brasil · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Um vídeo que já ultrapassa 7 milhões de visualizações está emocionando o Brasil ao mostrar um exemplo de inclusão real no esporte. Atualizado em 4 de julho de 2026. Em Indaiatuba (SP), a professora de Jiu-Jitsu Beatriz Sayuri Kamozaki aprendeu a Língua Brasileira de Sinais (Libras) para se comunicar com seu aluno surdo de 3 anos, Filipi.
O registro viralizou durante a cerimônia de graduação de Filipi, quando ele recebeu o primeiro grau na faixa branca. No vídeo, a professora Beatriz explica, em Libras, o significado daquela conquista. A reação do menino, que pula de alegria ao compreender, comoveu milhões de pessoas e atraiu a atenção de personalidades como a influenciadora Pequena Lo e o cantor Ferrugem, segundo o G1.
Beatriz Kamozaki confessou que ficou apreensiva ao saber que teria um aluno surdo, pois não sabia "absolutamente nada de Libras", conforme relatou ao G1. "Nunca havia trabalhado com pessoas surdas e esse garotinho de 3 anos veio para me tirar da minha zona de conforto", escreveu a professora em suas redes sociais. A mãe de Filipi também é surda, o que tornou a iniciativa ainda mais especial para a família.
A adaptação começou com aulas individuais para criar um vínculo. Beatriz passou a pesquisar sinais básicos conforme a necessidade, como "espera", "para" e "água". Ela também explicou aos outros alunos que Filipi se comunicava com as mãos, e a turma o acolheu imediatamente. "Quando ele percebeu que eu estava me esforçando para tentar me comunicar com ele, passou a confiar mais em mim", contou a professora ao G1.
A atitude de Beatriz vai além do ensino da arte marcial. Ao aprender Libras, ela garantiu que Filipi não apenas participasse das aulas, mas se sentisse verdadeiramente incluído e compreendido, fortalecendo sua confiança e desenvolvimento.
No Jiu-Jitsu, a faixa branca é a primeira de todas. Os graus, representados por faixas de esparadrapo na ponta da faixa, marcam a evolução do praticante antes de ele avançar para a próxima cor. Para uma criança de 3 anos, é o primeiro reconhecimento de seu esforço e dedicação.
A história de Filipi e Beatriz é um poderoso lembrete de que a inclusão se constrói com empatia e esforço. A decisão da professora de aprender um novo idioma para acolher um único aluno transformou não apenas as aulas de Jiu-Jitsu, mas também inspirou milhões de pessoas a valorizarem a comunicação e o respeito às diferenças.
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