Cerca de 20 moradores de um condomínio na Pompéia, em Santos, adoeceram após o sistema de água ser contaminado por esgoto. Veja a causa do problema.
Olyvio Marques
Editor · Brasil · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Pelo menos 20 moradores do Condomínio Edifício Brumar, no bairro Pompéia, em Santos (SP), apresentaram sintomas como vômito e diarreia após a água do prédio ser contaminada por esgoto. A administração orientou os residentes a não utilizarem a água para consumo, higiene ou preparo de alimentos. Atualizado em 8 de julho de 2026.
Uma inspeção técnica identificou uma grave falha estrutural como a causa da contaminação. Segundo comunicados internos do condomínio, a tubulação de esgoto do prédio, por ser uma construção antiga, é mais profunda que a dos edifícios vizinhos. Isso fazia com que parte do esgoto da região fosse direcionada para o sistema do Brumar, dificultando o escoamento.
Além disso, a estrutura que abriga as bombas e caixas d'água não era impermeabilizada. De acordo com o G1, essa falha permitiu que o esgoto represado contaminasse a água potável armazenada nos reservatórios do edifício.
Diante da situação, a administração do condomínio orientou os moradores a interromperem completamente o uso da água da rede interna. Foi recomendado o uso de água mineral para beber, cozinhar e para higiene pessoal. Uma torneira com água da rede da Sabesp foi disponibilizada na entrada do prédio para uso emergencial.
A Sabesp afirmou em nota que não identificou irregularidades no abastecimento de água da região. Segundo a companhia, a contaminação é resultado de um problema nas instalações hidráulicas e sanitárias internas do edifício, cuja manutenção é de responsabilidade do condomínio.
A Secretaria de Saúde de Santos informou que a Vigilância Sanitária esteve no local e intimou o condomínio a tomar providências. O órgão determinou a apresentação de um novo certificado de limpeza da caixa d'água, um laudo de potabilidade e a realização de reparos nos reservatórios danificados.
O caso no Edifício Brumar acontece em um contexto mais amplo de desafios de saneamento na Baixada Santista. Conforme reportagem da Folha de S.Paulo, a contaminação de praias por esgoto é agravada por ligações clandestinas, lixo e rejeitos carregados pela chuva. Dados do Censo de 2022 indicam que mais de 117 mil pessoas na região vivem sem esgotamento sanitário adequado.
Cerca de 20 moradores do Edifício Brumar apresentaram sintomas gastrointestinais, como vômito e diarreia, após a contaminação da água por esgoto.
A contaminação ocorreu devido a uma falha estrutural. O sistema de esgoto antigo e profundo do prédio represou dejetos, que infiltraram nas caixas d'água por falta de impermeabilização na estrutura dos reservatórios.
Segundo a Sabesp, a responsabilidade é do condomínio, pois o problema foi identificado nas instalações hidráulicas e sanitárias internas do edifício, e não na rede pública de abastecimento.
O incidente no Edifício Brumar expõe os riscos de falhas na manutenção predial e a importância da fiscalização das instalações hidráulicas. Enquanto a Sabesp aponta a responsabilidade para a estrutura interna do condomínio, o caso serve de alerta para a gestão de outros edifícios e reforça os desafios de saneamento enfrentados na Baixada Santista.
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