Dois jovens de 22 anos enfrentaram 16 horas de caminhada na Patagônia para homenagear heróis das Malvinas. Conheça a história da "Misión Malvinas".
Olyvio Marques
Editor · Argentina · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Dois ex-soldados do Exército Argentino, ambos com 22 anos, caminharam 80 quilômetros durante 16 horas sob temperaturas de até 7 graus negativos para homenagear os veteranos da Guerra das Malvinas. Atualizado em 8 de outubro de 2026. A jornada, chamada "Misión Malvinas", uniu as cidades de Zapala e Cutral Co, na província de Neuquén, e culminou com a entrega de uma bandeira assinada por ex-combatentes.
Uriel Espinoza e Lucas Constancio, os protagonistas da homenagem, serviram juntos no Exército Argentino. A ideia da travessia surgiu durante um treinamento militar na cordilheira, onde enfrentaram neve, chuva e frio intenso. A experiência os fez refletir sobre as condições suportadas pelos soldados durante o conflito de 1982. "Entendemos que não estávamos passando nem um pouco do que havia vivido a gente das Malvinas", contou Uriel, segundo o portal El Monterizo.
A jornada ocorreu entre os dias 5 e 6 de setembro. Os jovens partiram do monumento ao Soldado Argentino em Zapala com destino à praça Soldado Jorge Águila em Cutral Co. Durante a caminhada noturna pela estepe patagônica, eles enfrentaram temperaturas de -7°C e garoa congelada na altura da meseta de Cerro Bandera, conforme relatado pelo LM Neuquén. O principal símbolo da missão era uma bandeira argentina, assinada por veteranos de Zapala, que foi carregada por eles durante todo o percurso para ser entregue aos veteranos de Cutral Co.
A marcha de quase 16 horas ininterruptas levou os jovens ao limite. O momento mais crítico ocorreu por volta do quilômetro 57, às 4h30 da madrugada, quando o cansaço, o frio e a fome se intensificaram. Apesar do esgotamento, eles se mantiveram firmes no propósito, motivados por um lema aprendido no exército: "A missão se cumpre ou se cumpre", lembrou Lucas. Em alguns trechos, chegaram a correr para garantir que o objetivo fosse alcançado.
Ao chegarem em Cutral Co, a entrega da bandeira emocionou os veteranos locais. Ao saberem das condições extremas da caminhada, alguns choraram e descreveram a jornada como "um dia malvinense", de acordo com múltiplas fontes. A iniciativa, que começou como um gesto pessoal, ganhou grande repercussão. Uriel e Lucas foram reconhecidos como cidadãos ilustres por ambas as cidades e receberam mensagens de apoio de países como Equador, Peru, Estados Unidos e Itália.
Os responsáveis pela "Misión Malvinas" são Uriel Espinoza e Lucas Constancio, ambos de 22 anos e ex-integrantes do Exército Argentino, com especialização em atividades de montanha.
O objetivo principal foi prestar uma homenagem simbólica aos veteranos e caídos na Guerra das Malvinas, mantendo viva a memória do conflito para as novas gerações.
A travessia de 80 quilômetros conectou o monumento ao Soldado Argentino, em Zapala, à praça Soldado Jorge Águila, em Cutral Co, na província argentina de Neuquén.
A "Misión Malvinas" de Uriel Espinoza e Lucas Constancio representa um poderoso ato de memória e respeito, demonstrando que o sacrifício dos veteranos não foi esquecido pelas gerações mais jovens. O esforço físico extremo serviu como um canal para expressar gratidão e manter acesa a causa das Malvinas. Após a jornada, os jovens já sonham com uma nova missão: um dia, poder caminhar pelas próprias ilhas.
Juan, 72, e Antolina, 74, estão juntos há meio século, mas em casas diferentes. Entenda a rotina de amor e parceria a 3.500 metros de altitude nos Andes.
Um bagre-de-cauda-vermelha, doado por ter crescido demais, reconheceu seu antigo dono meses depois em um bioparque. Veja os detalhes do reencontro que viralizou.
Conheça a história de Lucía e Mateo, que transformaram uma casa de adobe em Molinos, Salta, na Casa Andina, uma hospedagem focada em cultura local e sustentabilidade.