Operação Tarântulas II desarticula rede de criação e comércio ilegal de tarântulas nativas. Mandados foram cumpridos na Bahia, São Paulo e Paraná.
Olyvio Marques
Editor · Bahia · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (1º) a Operação Tarântulas II para combater uma rede de criação e comércio ilegal de animais silvestres, com foco no tráfico de tarântulas nativas do Brasil. Atualizado em 1 de outubro de 2026, a ação cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em Salvador (BA) e em cidades de São Paulo e do Paraná.
A operação visa desarticular um esquema de aquisição, guarda, criação, comercialização e remessa ilegal de espécimes da fauna silvestre, conforme informado pela Polícia Federal. A ação contou com o apoio da Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental (COPPA) da PMBA, da Polícia Militar de São Paulo e do Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS/INEMA).
Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão nos seguintes municípios:
A ação é um desdobramento da Operação Tarântulas, iniciada em setembro de 2025, que investigava um esquema de criação e venda clandestina de aracnídeos. Segundo a PF, a análise do material apreendido na primeira fase permitiu identificar novos suspeitos e revelou indícios da existência de uma rede estruturada.
Essa rede envolvia criadores, intermediários e compradores em diversos estados brasileiros, além de contatos com comerciantes e compradores no exterior. Os elementos colhidos apontam para a possível prática dos crimes de aquisição e guarda ilegal de espécimes da fauna silvestre, receptação e contrabando.
Durante as diligências, foram apreendidas diversas tarântulas, que foram imediatamente encaminhadas aos Centros de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) para avaliação técnica e cuidados especializados. Além dos animais, foram recolhidos documentos e dispositivos eletrônicos para a investigação.
Os investigados poderão responder, conforme sua participação, pelos crimes de manter espécimes da fauna silvestre sem autorização, introdução de espécime animal no país sem licença, receptação e contrabando.
A operação foi motivada pela análise de materiais apreendidos na primeira fase, em 2025, que apontou a existência de uma rede criminosa maior e mais estruturada, com novos suspeitos e conexões internacionais.
A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão em Salvador (BA), São Paulo (SP), Santa Rosa de Viterbo (SP) e Jaguariaíva (PR).
As tarântulas resgatadas foram encaminhadas aos Centros de Triagem de Animais Silvestres (CETAS), onde recebem avaliação técnica, cuidados especializados e a destinação adequada.
A Operação Tarântulas II reforça o combate da Polícia Federal ao tráfico de animais silvestres, um crime que ameaça a biodiversidade brasileira. As investigações continuam para identificar todos os envolvidos na rede criminosa e sua extensão nacional e internacional.
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