Entenda a megaoperação de €15 milhões para combater a erosão costeira no Algarve, que alarga a faixa de areia em 37 metros. Saiba os custos e desafios.
Olyvio Marques
Editor · Europa · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Portugal iniciou uma megaoperação para transportar cerca de 2,2 milhões de toneladas de areia e reforçar as praias do Algarve, um dos principais destinos turísticos do país. A intervenção, com custo aproximado de 15 milhões de euros, busca conter a erosão costeira e alargar a faixa de areia em uma média de 37 metros. Atualizado em 26 de junho de 2026.
O litoral do Algarve tem sofrido com a perda contínua de sedimentos devido a uma combinação de fatores, incluindo ondas fortes, tempestades, a subida do nível do mar e alterações na dinâmica costeira, conforme detalham diversas análises sobre o projeto. Esse processo de erosão ameaça a infraestrutura turística, como calçadões e comércios, e reduz a área útil das praias, que são vitais para a economia local. A reposição de areia funciona como uma barreira física que absorve a energia das ondas, protegendo a costa de forma mais natural do que estruturas rígidas como muros de contenção.
A técnica utilizada é conhecida como "alimentação artificial de praias". O projeto, liderado pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), concentra-se em um trecho de 6,7 quilômetros entre Quarteira e Garrão, no município de Loulé. A operação envolve a dragagem de aproximadamente 1,4 milhão de metros cúbicos de areia de uma jazida submarina previamente estudada.
A obra exige rigorosos cuidados ambientais, incluindo o monitoramento da turbidez da água e a proteção de patrimônio arqueológico subaquático na área de extração, segundo a APA.
Com um investimento de cerca de 14,8 milhões de euros, a operação no Algarve evidencia o alto custo de manter linhas costeiras em um cenário de mudanças climáticas. Especialistas e relatórios sobre a obra apontam que, apesar dos benefícios imediatos, esta não é uma solução definitiva. A areia depositada pode ser novamente deslocada por tempestades e correntes marítimas, exigindo novas intervenções no futuro. Um projeto semelhante realizado em 2010 na mesma região confirma a natureza contínua desse desafio. A eficácia a longo prazo dependerá da intensidade de eventos climáticos extremos e do ritmo da elevação do nível do mar.
Não. A alimentação artificial de praias é uma medida de mitigação que oferece proteção imediata e "ganha tempo", mas não elimina as causas da erosão costeira. A tendência é que a areia seja gradualmente removida pela ação do mar, necessitando de manutenções futuras.
A intervenção ocorre em um trecho de aproximadamente 6,7 quilômetros da costa, localizado entre as praias de Quarteira e Garrão, no concelho de Loulé, distrito de Faro.
A megaoperação para reposição de areia no Algarve é uma das maiores já realizadas em Portugal e reflete a crescente urgência em proteger zonas costeiras vulneráveis. Embora seja uma solução eficaz a curto prazo para garantir a segurança e a viabilidade do turismo, o projeto também expõe o desafio financeiro e logístico contínuo de adaptar o litoral aos impactos das mudanças climáticas.
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