A moeda americana registrou seu pior desempenho em 12 semanas. Entenda como o relatório de empregos (payroll) dos EUA impactou as expectativas sobre os juros do Federal Reserve.
Olyvio Marques
Editor · Economia · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
O dólar americano registrou sua maior queda semanal em 12 semanas, a mais acentuada desde o início de abril, impactado por dados fracos do mercado de trabalho nos Estados Unidos. Atualizado em 4 de julho de 2026, o relatório de empregos (payroll) arrefeceu as expectativas de um aumento iminente na taxa de juros pelo Federal Reserve (Fed), o banco central americano.
O principal gatilho para a desvalorização do dólar foi a divulgação de que a economia dos EUA criou apenas 57 mil vagas de emprego em junho, um número bem abaixo da mediana das estimativas de analistas, que era de 110 mil, segundo fontes do mercado. Além disso, os dados de criação de vagas dos dois meses anteriores foram revisados para baixo, intensificando a percepção de um mercado de trabalho em desaceleração.
Como resultado, os investidores reduziram as apostas em uma alta de juros pelo Fed no curto prazo. A ferramenta CME FedWatch passou a precificar uma probabilidade de aproximadamente 45% de um aumento na reunião de setembro, uma queda significativa em relação às projeções anteriores.
A fraqueza da moeda americana foi generalizada. O índice do dólar (DXY), que mede seu valor contra uma cesta de moedas fortes, acumulou uma queda de 0,6% na semana. Esse movimento impulsionou outras moedas, como o euro, que se aproximou de sua máxima em duas semanas, e a libra esterlina, que registrou seu melhor desempenho semanal em quase três meses.
No Brasil, o cenário externo favorável ao real prevaleceu. Na sexta-feira (3), o dólar à vista encerrou em queda de 0,76%, cotado a R$ 5,1689. O pregão teve liquidez reduzida, pois os mercados norte-americanos estavam fechados devido ao feriado do Dia da Independência.
Dados de emprego fracos sinalizam um possível desaquecimento da economia, o que reduz a pressão para que o Federal Reserve eleve as taxas de juros. Juros mais altos nos EUA tendem a atrair capital estrangeiro e fortalecer o dólar; com a expectativa de juros menores, a moeda perde atratividade.
O relatório de empregos (payroll) de junho mostrou a criação de 57 mil vagas fora do setor agrícola, um resultado consideravelmente abaixo da expectativa do mercado, que era de 110 mil novas vagas.
A desvalorização do dólar impulsionou moedas como o euro, que atingiu a cotação de US$ 1,1446, e a libra esterlina, que se fortaleceu para US$ 1,3355. O iene japonês também ganhou força, recebendo um alívio em meio a pressões recentes.
A forte queda semanal do dólar reflete uma mudança nas expectativas do mercado financeiro global. Os dados de emprego mais fracos que o esperado nos EUA alteraram o cenário para a política monetária do Federal Reserve, enfraquecendo a moeda americana e beneficiando divisas de outros países, incluindo o real brasileiro.
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