Conheça a nova passagem subterrânea de 50 metros que conecta os dois edifícios do MASP sob a Av. Paulista, com obra de Beatriz Milhazes e claraboias.
Olyvio Marques
Editor · Cultura · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Atualizado em 3 de outubro de 2026. Uma passagem subterrânea de quase 50 metros foi inaugurada sob a Avenida Paulista para conectar os dois edifícios do Museu de Arte de São Paulo (MASP). A estrutura permite que visitantes, equipes e obras de arte transitem entre os prédios Lina Bo Bardi e Pietro Maria Bardi sem precisar sair à rua, integrando o percurso do museu.
O túnel, que conta com três claraboias que permitem a entrada de luz natural e a visão dos pedestres na calçada, também abriga uma obra de arte imersiva da artista Beatriz Milhazes, transformando o trajeto em parte da experiência cultural.
Projetada pelo METRO Arquitetos Associados, a conexão foi pensada para unificar funcionalmente o complexo do MASP, que estava dividido pela avenida. Com 50 metros de extensão, cinco de largura e 2,5 de altura, a passagem subterrânea resolve uma questão logística crucial para o museu, facilitando o transporte seguro de seu acervo e equipamentos entre os dois prédios, conforme detalhado pela Casa Vogue.
Além da função prática, o espaço foi concebido como uma extensão da experiência artística. As três claraboias no teto criam uma conexão visual com a cidade, permitindo que os visitantes observem as silhuetas de quem caminha pela Paulista, enquanto a luz natural ilumina o ambiente.
A travessia é marcada pela obra "Pietrolina", um trabalho inédito da artista carioca Beatriz Milhazes, criado especialmente para o local. O nome é uma homenagem ao casal fundador do MASP, Lina Bo Bardi e Pietro Maria Bardi. Com 98 metros de extensão total, é o maior trabalho da artista, combinando 60 metros de pintura com uma parede de 38 metros com elementos reflexivos, segundo a Agência Brasil.
Inspirada nos desfiles de carnaval, a obra utiliza uma paleta de 33 tintas acrílicas para criar um percurso visual com arabescos, listras e formas orgânicas. O projeto levou mais de dois anos para ser elaborado, com três meses de execução dentro do túnel. A obra dialoga com outra pintura de Milhazes, "Avenida Paulista" (2020), que já pertence ao acervo do museu.
A construção da passagem, iniciada em 2023, foi um desafio de engenharia. Para não interromper o intenso fluxo de pedestres na Avenida Paulista, foi utilizado um método de construção invertido: o teto e as contenções laterais foram executados antes da escavação interna. Essa técnica permitiu que a obra avançasse sob a calçada com interdições apenas parciais, como informa o portal Olhar Digital.
O projeto, que começou a ser desenvolvido em 2019, exigiu o remanejamento de redes de infraestrutura de água, esgoto, energia e telefonia, além de aprovações de órgãos como Iphan e Metrô de São Paulo.
O acesso ao túnel faz parte da visita regular ao MASP. O ingresso inteiro custa R$ 85 e a meia-entrada, R$ 42. A entrada é gratuita às terças-feiras durante todo o dia e às sextas-feiras, a partir das 18h. É recomendado o agendamento online, mesmo para os dias gratuitos.
A passagem subterrânea tem aproximadamente 50 metros de comprimento, 5 metros de largura e 2,5 metros de altura, conectando os dois edifícios do museu sob a calçada da Avenida Paulista.
A obra de arte imersiva se chama "Pietrolina" e foi criada pela renomada artista brasileira Beatriz Milhazes, especialmente para este espaço.
A nova passagem subterrânea do MASP é mais do que uma solução de infraestrutura; é uma fusão de arquitetura, engenharia e arte que enriquece a experiência dos visitantes. Ao conectar os edifícios Lina Bo Bardi e Pietro Maria Bardi, o túnel não apenas unifica o museu, mas também cria um novo espaço de contemplação e interação com a cidade, diretamente sob um dos seus pontos mais icônicos.
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