Pelo menos 30 servidores demitidos pelo governador interino foram realocados em gabinetes e na administração da Assembleia Legislativa. Entenda o movimento.
Olyvio Marques
Editor · Rio de Janeiro · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Atualizado em 24 de junho de 2026. A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) nomeou pelo menos 30 servidores que haviam sido exonerados pelo governador interino, Ricardo Couto, desde abril. A medida evidencia a disputa política em curso no estado, com o Legislativo, presidido por Douglas Ruas (PL), absorvendo aliados do grupo político do ex-governador Cláudio Castro (PL).
As nomeações ocorreram tanto na estrutura administrativa da Alerj quanto em gabinetes de 13 deputados estaduais, a maioria da antiga base de apoio a Cláudio Castro, segundo levantamento da Folha. Parte das realocações aconteceu já no dia seguinte à publicação das exonerações no Diário Oficial do Executivo.
Entre os parlamentares que nomearam ex-comissionados estão deputados que retornaram recentemente de secretarias do governo, como Bruno Dauaire (União Brasil), Gustavo Tutuca (PP), Anderson Moraes (PL) e o próprio presidente da Casa, Douglas Ruas (PL). Os salários dos novos nomeados no Legislativo variam entre R$ 1.500 e R$ 8.800, de acordo com a tabela de maio da Alerj.
Procurada, a assessoria da Alerj e dos gabinetes envolvidos afirmaram que as nomeações obedecem a critérios técnicos e que os servidores possuem experiência compatível com as funções.
Desde que assumiu o Palácio Guanabara, o desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça (TJ-RJ), promoveu uma ampla reforma administrativa. O governo interino informou ter exonerado 3.920 servidores comissionados desde 23 de abril, com uma economia estimada de R$ 230 milhões até o final do ano.
Couto, que tem afirmado publicamente não ser político, justifica os cortes como parte de uma reestruturação financeira do estado. Em evento recente, ele mencionou uma "captura" do Executivo por deputados e que as demissões seguem auditorias internas executadas pela Casa Civil.
A situação é um reflexo da crise de dupla vacância no governo do Rio. O ex-governador Cláudio Castro renunciou em março, e seu vice, Thiago Pampolha, já havia assumido uma vaga no Tribunal de Contas do Estado em 2025. Com o então presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, afastado por decisão judicial, a linha sucessória levou Ricardo Couto ao cargo.
A permanência de Couto foi determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) até a definição sobre a eleição para um governador-tampão. Douglas Ruas (PL) foi eleito presidente da Alerj em abril e, pela Constituição estadual, seria o próximo na linha sucessória. A Alerj chegou a acionar o STF para que Ruas assumisse o governo interino, mas o pedido foi negado, mantendo o desembargador no poder.
Ricardo Couto, presidente do TJ-RJ, assumiu o governo devido à renúncia do governador Cláudio Castro e de seu vice, Thiago Pampolha, e ao afastamento do então presidente da Alerj. O STF determinou sua permanência no cargo até a definição de um governador-tampão.
O governo interino informou ter exonerado 3.920 servidores comissionados desde 23 de abril, com uma economia estimada de R$ 230 milhões até o final do ano, como parte de uma reestruturação administrativa.
Douglas Ruas (PL) é o atual presidente da Alerj, eleito em abril de 2026. Como chefe do Legislativo, ele é o próximo na linha sucessória para o governo do estado, mas aguarda uma decisão do STF para eventualmente assumir o cargo.
As nomeações na Alerj de servidores exonerados do Executivo não são um fato isolado, mas um capítulo da intensa disputa pelo poder no Rio de Janeiro. O movimento reflete o realinhamento de forças entre o governo interino, de perfil técnico e judicial, e a classe política tradicional da Assembleia Legislativa, que busca manter sua influência na máquina pública em meio a uma crise institucional sem precedentes.
Alerta no Colégio Tamandaré (Recreio): lanceta foi usada em até 3 pessoas em testes de glicose em feira de ciências. A direção orienta busca por atendimento médico em 72h.
Uma baleia surpreendeu banhistas com saltos e acrobacias na Praia do Leblon, Zona Sul do Rio. Saiba mais sobre o evento e a temporada de avistamentos.
Fiscalização do CRMV-RJ em Teresópolis encontrou 11 frascos de tiopental vencidos desde 1997. Saiba as consequências legais e os riscos para os animais.
A mansão de R$ 220 milhões no Leblon dá lugar a um condomínio de luxo. Entenda o projeto Estância Pernambuco e veja detalhes do imóvel que será demolido.