Um elefante-marinho, que já passou por Niterói e São Conrado, foi visto descansando na areia de Copacabana. Saiba por que o animal está no Rio e quais os cuidados.
Olyvio Marques
Editor · Rio de Janeiro · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Atualizado em 6 de outubro de 2026. Um elefante-marinho surpreendeu banhistas e moradores ao aparecer na areia da Praia de Copacabana, na altura do Posto 3, na manhã desta terça-feira (6). O animal, que aparenta estar saudável, está apenas descansando, e é o mesmo que já havia sido avistado em outras praias da orla fluminense nos últimos dias.
Segundo relatos, o Corpo de Bombeiros e a Guarda Municipal agiram rapidamente para isolar a área com uma faixa de segurança, garantindo o bem-estar do animal e a segurança dos curiosos, que registraram a cena com seus celulares a uma distância segura, conforme noticiado pelo jornal O Globo.
A aparição em Copacabana é a parada mais recente de um verdadeiro "tour" do mamífero pela costa do Rio. De acordo com o portal Diário do Rio, o animal já havia sido visto na Praia de São Conrado e no Recreio dos Bandeirantes. No último domingo (4), ele foi flagrado na Praia de Icaraí, em Niterói, antes de cruzar a Baía de Guanabara e reaparecer na Zona Sul carioca.
O visitante inusitado foi apelidado de "Leôncio" por internautas, em alusão ao personagem do desenho Pica-Pau, como informa a revista VEJA RIO. O Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) acompanha o animal e confirmou que ele está saudável.
A presença de um elefante-marinho no litoral do Rio, embora incomum, é explicada por biólogos. Rafael Carvalho, pesquisador da UERJ, afirmou ao Brasil em Folhas que nesta época do ano os animais passam mais tempo no mar para se alimentar e podem ser levados por correntes marítimas para longe de suas colônias. A origem mais provável deste indivíduo é a Península Valdés, na Argentina.
O biólogo Marcelo Szpilman, presidente do AquaRio, explicou ao jornal O Dia que se trata de um macho jovem, que pode atingir até cinco metros e pesar mais de duas toneladas. Ele reforça que o descanso na areia é um comportamento natural para recuperar as energias após longos deslocamentos no oceano.
Autoridades e especialistas são unânimes nas recomendações para garantir a segurança de todos. O Corpo de Bombeiros divulgou uma lista de cuidados essenciais que devem ser seguidos pela população:
Szpilman alerta que, apesar da aparência tranquila, os machos são territorialistas e podem se mover rapidamente na areia caso se sintam ameaçados.
O animal está aparentemente saudável e seu comportamento de descansar na areia é considerado normal para a espécie, que precisa recuperar energia após longos períodos de natação para se alimentar no oceano.
Especialistas acreditam que ele seja proveniente da Península Valdés, na Argentina, a colônia de elefantes-marinhos-do-sul geograficamente mais próxima da costa brasileira. Ele provavelmente foi trazido para o norte por correntes marítimas frias.
Sim. Biólogos alertam que machos da espécie são territorialistas e possuem dentes fortes. Se sentirem-se ameaçados pela aproximação de pessoas, podem reagir de forma agressiva. A orientação é sempre manter distância.
A passagem do elefante-marinho pela orla do Rio de Janeiro se tornou um evento marcante, atraindo a atenção de todos. A principal recomendação das autoridades é admirar o animal de longe, respeitando seu espaço e permitindo que ele descanse em paz antes de seguir sua jornada de volta ao oceano.
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