Fenômeno da bioluminescência colore de azul as águas da Lagoa de Piratininga e outras praias de Niterói, atraindo dezenas de curiosos. Saiba o que causa o brilho.
Olyvio Marques
Editor · Rio de Janeiro · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Um fenômeno natural que deixou a água brilhando em tons de azul intenso atraiu dezenas de pessoas para a Lagoa de Piratininga, em Niterói (RJ), na noite de domingo (28). Atualizado em 29 de junho de 2026. Vídeos do "mar iluminado" viralizaram nas redes sociais, levando curiosos ao local para testemunhar o espetáculo, que também foi visto em outras praias da cidade, como Sossego, Camboinhas e Itacoatiara.
O brilho azulado é causado pela bioluminescência, um processo químico natural que ocorre em organismos vivos, como alguns tipos de plâncton e algas microscópicas. De acordo com especialistas, esses seres emitem luz quando são perturbados pelo movimento da água, seja por ondas, peixes ou até mesmo pelo toque humano. A reação envolve uma enzima chamada luciferase e uma substância chamada luciferina que, em contato com o oxigênio, gera a luz fria e visível.
Pesquisadores do projeto Lagoa Viva explicaram que o fenômeno não está relacionado à poluição. Pelo contrário, a luz é um mecanismo de defesa natural desses organismos. Para que a bioluminescência ocorra, é necessária uma combinação de fatores como salinidade, temperatura e disponibilidade de nutrientes, geralmente em noites escuras e com águas calmas.
Após a viralização de vídeos, como o da moradora Ana Saires, dezenas de pessoas foram ao trecho do Tibau, na Lagoa de Piratininga, para ver o fenômeno de perto. Relatos descrevem pessoas jogando pedras e mexendo na água com galhos para provocar o clarão azul. O evento também foi registrado por atletas de remo no mar de São Francisco e em Arraial do Cabo, na Região dos Lagos.
A bioluminescência é a emissão de luz fria e visível por organismos vivos, resultado de uma reação química interna. Ocorre em diversas espécies, como plânctons, algas, fungos e vaga-lumes, e pode servir para comunicação, reprodução ou defesa.
Não. O fenômeno observado em Niterói é natural e não está associado à poluição. Segundo pesquisadores, trata-se de um mecanismo de defesa de organismos microscópicos e não representa risco para os banhistas.
Embora seja considerado raro, o fenômeno da bioluminescência já foi registrado em outros locais do Brasil, como na Ilha de Boipeba (BA), Ilha do Mel (PR), Ilha do Cardoso (SP) e em praias do Rio Grande do Sul. Ocorrências anteriores também foram vistas na Ilha Grande e na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro.
O espetáculo da água iluminada em Niterói é um lembrete da beleza dos ecossistemas marinhos. O fenômeno da bioluminescência, causado por micro-organismos, transformou a paisagem noturna e encantou moradores, reforçando a importância da preservação ambiental para que eventos naturais como este continuem a acontecer.
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