A mudança no rosto de Vini Jr. gerou debate. Especialistas explicam os riscos da harmonização facial, de inchaços a necrose, e dão dicas para um resultado seguro.
Olyvio Marques
Editor · Saúde · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A recente mudança na aparência do jogador Vinicius Jr. reacendeu o debate sobre a harmonização facial e seus potenciais riscos. Atualizado em 22 de julho de 2026, o tema levantou dúvidas sobre a segurança do procedimento, que, embora popular e minimamente invasivo, não é isento de complicações. Segundo especialistas, os riscos variam de inchaços e hematomas a quadros graves como necrose da pele e, em casos raros, perda da visão.
Harmonização facial não é um procedimento único, mas um conjunto de técnicas estéticas que visam melhorar o equilíbrio e as proporções do rosto. Conforme explicado por dermatologistas, o método mais comum envolve o preenchimento com ácido hialurônico para remodelar e adicionar volume a áreas como queixo, mandíbula e maçãs do rosto. O tratamento pode incluir também o uso de toxina botulínica, bioestimuladores de colágeno, ultrassom e lasers, sempre com um plano individualizado para cada paciente.
Embora seja considerado seguro quando realizado por profissionais qualificados, o preenchimento facial apresenta riscos que devem ser conhecidos antes da decisão.
Os efeitos colaterais mais frequentes são leves e passageiros. De acordo com médicos ouvidos pela imprensa, é comum o surgimento de dor, inchaço (edema) e hematomas na região tratada, que geralmente desaparecem em poucos dias.
A complicação mais temida é a obstrução de um vaso sanguíneo pelo preenchedor. Segundo a cirurgiã plástica Heloise Manfrim, essa ocorrência pode interromper a circulação local e levar à necrose (morte do tecido) da pele. Em situações excepcionais, o produto pode atingir vasos ligados aos olhos, causando perda permanente da visão, ou ao sistema nervoso central, provocando um Acidente Vascular Cerebral (AVC), conforme descrito na literatura médica.
Especialistas alertam que aplicações repetidas ou em excesso podem trazer consequências duradouras. O exagero de volume na mandíbula, lábios ou maçãs do rosto pode levar à perda da naturalidade e à desproporção facial. Uma harmonização bem-sucedida, segundo os médicos, é aquela que preserva a identidade do paciente, proporcionando uma aparência descansada sem que outros notem a intervenção.
Não há confirmação oficial. Especialistas consultados por diversos veículos são unânimes ao afirmar que não é possível confirmar qual procedimento foi realizado apenas pela análise de fotografias. Fatores como perda de gordura corporal, ganho de massa muscular, amadurecimento natural, iluminação e ângulo da câmera podem alterar significativamente a aparência do rosto.
A segurança depende da qualificação do profissional. Recomenda-se verificar se o médico possui CRM ativo e Registro de Qualificação de Especialista (RQE) na área. Além disso, é crucial garantir que os produtos utilizados são aprovados pela Anvisa e que o procedimento seja feito em um ambiente adequado.
Sim, mas o procedimento deve ser planejado de acordo com o calendário de treinos e competições. A recomendação geral é uma pausa de 24 a 48 horas nas atividades físicas intensas para reduzir o risco de inchaço e hematomas. Quando o tempo de recuperação é respeitado, não há prejuízo para o desempenho esportivo.
A harmonização facial pode oferecer resultados estéticos positivos, mas é um procedimento médico que envolve riscos reais. A decisão deve ser tomada após uma avaliação completa com um profissional qualificado, com expectativas realistas e plena consciência das possíveis complicações, desde as mais comuns até as mais graves.
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