A fisioterapeuta Carla Rygaard, 34, sofreu uma grave fratura na coluna durante um exercício de pilates. Entenda como ela se recuperou e agora treina para correr uma meia maratona.
Olyvio Marques
Editor · Saúde · · 3 min de leitura
A fisioterapeuta Carla Rygaard, de 34 anos, que fraturou a coluna durante a gravação de um vídeo de pilates em setembro de 2024, superou um prognóstico médico desafiador e agora treina para correr uma meia maratona. O caso levanta discussões sobre segurança na prática de exercícios e resiliência. Atualizado em 22 de junho de 2026.
Em setembro de 2024, enquanto gravava um vídeo para divulgar seu estúdio, Carla Rygaard sofreu o acidente. Ela executava um movimento conhecido como shoulder stand, no qual o praticante fica de ponta-cabeça, quando perdeu a sustentação e caiu. Segundo relato da própria fisioterapeuta à revista Marie Claire, o motivo foi o cansaço acumulado naquele dia. "A fadiga muscular veio e eu deslizei do aparelho, caindo com as costas no chão”, lembrou.
A dor intensa e a pressão na lombar foram imediatas. Sozinha e sem o celular por perto, ela precisou usar a força dos braços para se levantar e buscar ajuda, um processo que levou mais de 15 minutos, conforme relatado por ela.
No hospital, exames confirmaram a fratura na coluna e o deslocamento de uma vértebra. Apesar da gravidade, o tratamento não exigiu cirurgia, e Carla usou um colete ortopédico por dois meses. Durante o período de recuperação, ela começou a acompanhar perfis de corrida nas redes sociais e transformou a curiosidade em um objetivo pessoal, como informa O Globo.
Ao receber alta, seu neurocirurgião a liberou apenas para caminhadas, afirmando que dificilmente ela conseguiria avançar para atividades mais intensas. A previsão inicial parecia correta: em sua primeira tentativa, em dezembro de 2024, ela não conseguiu caminhar 200 metros sem sentir dor.
Apesar da frustração inicial, Carla persistiu. Poucas semanas depois, já alternava caminhada com trotes e se inscreveu em sua primeira prova de 5 km. Com o apoio do namorado, que é personal trainer, a evolução foi gradual.
Atualmente, ela conta com uma equipe de apoio, incluindo assessoria esportiva e nutricionista, e treina para uma prova de 21 km prevista para novembro de 2026. "A fratura mudou minha vida! Sei que não foi, não é e nem vai ser fácil, mas estou disposta a sempre seguir em frente", afirmou Carla.
Segundo o relato de Carla Rygaard, a causa do acidente foi o cansaço e a fadiga muscular, que a impediram de sustentar a posição do exercício. Não foi uma falha do método pilates, mas sim um fator de condição física pessoal no momento da execução.
Sim. A fisioterapeuta Carolina Campanari Rorato, especialista ouvida pelas reportagens, afirma que o pilates é um dos métodos mais seguros e completos quando praticado com supervisão profissional e execução correta. Lesões, segundo ela, costumam estar associadas a fatores como progressão inadequada, fadiga ou execução incorreta, e não ao método em si.
A história de Carla Rygaard é um poderoso exemplo de superação. De uma grave lesão na coluna que poderia ter limitado seus movimentos, ela encontrou na corrida uma nova paixão e um objetivo de vida, mostrando que a resiliência e a determinação podem reescrever prognósticos.
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