Sua airfryer pode formar acrilamida, um composto ligado a riscos à saúde. Saiba quais alimentos são mais afetados e como ajustar o preparo para cozinhar com segurança.
Olyvio Marques
Editor · Saúde · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Alimentos ricos em amido, como batatas, mandioca e pães, podem formar acrilamida quando preparados na airfryer em altas temperaturas. Especialistas em nutrição explicam que a substância não é criada pelo aparelho, mas sim por um processo químico natural chamado reação de Maillard, que também ocorre em fornos, grelhas e torradeiras. Atualizado em 22 de julho de 2026.
A acrilamida é um composto químico que surge naturalmente quando alimentos que contêm o aminoácido asparagina e açúcares são aquecidos a temperaturas acima de 120°C com pouca umidade. Conforme explicado pela nutricionista Ana Paula Leal à reportagem do Estadão, essa é a chamada reação de Maillard, responsável pela cor dourada, aroma e sabor de alimentos assados ou fritos.
A airfryer, por funcionar com a circulação de ar quente em alta velocidade, cria as condições ideais para essa reação. Portanto, o risco não está no aparelho, mas no método de preparo em si, que pode ser otimizado para reduzir a formação do composto, segundo o nutricionista André Luiz em entrevista ao Metrópoles.
Os alimentos mais propensos a formar acrilamida são aqueles com alto teor de amido. A atenção deve ser redobrada com os seguintes itens, de acordo com especialistas consultados pelo Estadão:
Vegetais com menos amido, como abobrinha e cenoura, apresentam um risco bem menor, embora também possam formar pequenas quantidades se cozidos até ficarem excessivamente tostados.
Não é preciso abandonar a praticidade da airfryer. Adotar algumas práticas simples durante o preparo pode diminuir significativamente a exposição à acrilamida:
Não, o aparelho em si não é perigoso. Na verdade, estudos indicam que a airfryer pode gerar até 90% menos acrilamida em comparação com a fritura tradicional por imersão em óleo, como destaca uma publicação do Metrópoles. O segredo está no preparo consciente, evitando temperaturas excessivas e o escurecimento dos alimentos.
A Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC) classifica a acrilamida como "provavelmente carcinogênica para humanos", com base em estudos com animais expostos a altas doses. No entanto, pesquisas em humanos ainda não demonstraram de forma consistente que o consumo da substância nos níveis encontrados nos alimentos aumente o risco de câncer. A recomendação é a precaução e a redução da exposição, sem alarmismo.
A airfryer continua sendo uma alternativa mais saudável à fritura por imersão, principalmente pela redução de gordura. A formação de acrilamida é uma realidade em diversos métodos de cocção de alta temperatura, mas pode ser controlada com ajustes simples no modo de preparo. A chave é o equilíbrio e a moderação, priorizando uma coloração dourada em vez de marrom escura ou queimada nos alimentos.
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