Em Presidente Prudente (SP), o médico-veterinário Luís Felipe Zulim resgatou uma ave que parecia sem vida e montou uma estrutura com aquecedor em um brinquedo. Saiba mais.
Olyvio Marques
Editor · Comportamento · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Atualizado em 26 de junho de 2026. Um filhote de beija-flor encontrado quase sem vida em Presidente Prudente (SP) ganhou uma segunda chance graças aos cuidados do médico-veterinário Luís Felipe Zulim. Desde o resgate, em 12 de maio, o profissional montou uma estrutura completa para a ave, incluindo uma 'UTI' improvisada em um brinquedo de infância com aquecedor e uma rotina de alimentação a cada 30 minutos, segundo reportagem do G1.
Luís Felipe Zulim encontrou o ninho em um galho que havia sido cortado de uma árvore. A princípio, o filhote parecia não ter sobrevivido. Em entrevista ao G1, ele explicou que a recomendação geral é não tocar na ave para permitir que a mãe retorne, mas a situação era uma exceção. "Como era galho de outra árvore que havia sido cortado eu decidi resgatá-lo", afirmou. A chegada de uma frente fria na semana seguinte confirmou que a intervenção foi crucial para a sobrevivência do animal.
Os primeiros cuidados envolveram fornecer água com açúcar para dar energia à ave, que tinha respiração fraca. Após pesquisar e consultar especialistas, Zulim adquiriu uma papinha específica para a espécie. O maior desafio, no entanto, foi manter o filhote aquecido.
A solução foi criativa e nostálgica: um celeiro de brinquedo de sua infância, com cerca de 25 anos, foi adaptado para servir de abrigo. "Encontrei, em cima do guarda-roupa, essa ‘casinha’ [...] Ficou certinho, porque o ar quente entra pela janela, que é mais alta, e circula lá dentro", contou ao G1. Um aquecedor de tomada completa a estrutura, que se tornou a "UTI" do pequeno beija-flor. Devido ao metabolismo acelerado da ave, ela precisa ser alimentada a cada 20 ou 30 minutos, acompanhando o veterinário em sua rotina diária.
Segundo a médica-veterinária Amanda Abonizio em entrevista ao G1, a primeira atitude é observar. Nem todo filhote sozinho está abandonado; os pais podem estar por perto. A intervenção só deve ocorrer se o animal estiver ferido, debilitado ou em situação de risco iminente. Nesses casos, o ideal é acioná-la a Polícia Ambiental ou um veterinário especializado.
Sim, mas apenas como uma medida emergencial para fornecer energia. A solução deve ser preparada exclusivamente com açúcar branco refinado, pois outros tipos, como mascavo, são tóxicos para a ave. Essa mistura não substitui a dieta correta e específica para filhotes, conforme orientação de especialistas ao G1.
Os beija-flores possuem um dos metabolismos mais acelerados do mundo animal. Por isso, os principais riscos são a hipotermia (perda de calor) e a falta de alimentação na frequência correta. Períodos curtos sem comida ou expostos ao frio podem ser fatais.
O filhote está se recuperando, já começou a bater as asas e a desenvolver a plumagem colorida. O objetivo final de Luís Felipe Zulim é reabilitar a ave para que ela possa ser solta de volta na natureza. O veterinário, que atua em Presidente Prudente, reforça que o resgate de animais silvestres deve ser feito com cautela e, preferencialmente, por profissionais capacitados.
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