Após a morte de seu tutor, Foguinho foi abandonado e passou a sofrer ataques de outros cães no abrigo por seu temperamento passivo. Conheça sua história.
Olyvio Marques
Editor · Comportamento · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A história de Foguinho, um cão vira-lata caramelo de 10 anos, é um retrato da crueldade do abandono e da resiliência. Após a morte de seu tutor, com quem viveu por sete anos, ele foi expulso de casa e deixado nas ruas, conforme relatado pelo portal Amo Meu Pet. Resgatado, sua natureza dócil se tornou um risco: no abrigo, ele passou a ser alvo de agressões constantes de outros cães. Atualizado em 22 de junho de 2026.
Depois de perder seu lar, Foguinho foi levado a um abrigo temporário no Rio de Janeiro. No entanto, o que deveria ser um refúgio se tornou um ambiente hostil. Por ter um temperamento extremamente calmo e passivo, o animal sofria ataques frequentes dos outros cães com quem dividia o espaço, resultando em ferimentos e um agravamento de seu estado emocional e físico, segundo a organização responsável por seu cuidado.
Durante três anos, Foguinho participou de diversas feiras de adoção, mas nunca recebeu uma proposta. Os organizadores apontam que a preferência do público por filhotes e o porte grande do animal foram os principais obstáculos para que ele encontrasse uma nova família.
A situação de Foguinho se tornou ainda mais delicada quando um problema de saúde exigiu uma cirurgia de emergência que resultou na amputação de uma de suas patas traseiras. Mesmo com as dificuldades, uma nova chance surgiu através do programa ‘30 Cães em 30 Dias’, uma iniciativa do aplicativo Hyppet para dar visibilidade a casos urgentes.
A campanha busca sensibilizar a sociedade sobre a importância de acolher animais idosos ou com deficiências físicas. A história de Foguinho foi a primeira a ser divulgada, com o objetivo de encontrar um lar definitivo onde ele possa receber o amor e a segurança que tanto precisa.
Interessados em adotar Foguinho devem passar por uma triagem e entrevista através do aplicativo Hyppet. A ONG Fazenda Modelo Voluntários, responsável pelo cão, organiza o processo. Eles afirmam que, mesmo para adotantes de São Paulo, o transporte do animal pode ser providenciado.
Cães idosos, com deficiências ou com pelagem escura enfrentam mais barreiras na adoção. Muitas pessoas preferem filhotes ou têm receio de possíveis custos veterinários com animais mais velhos, além de preconceitos relacionados à aparência, como cicatrizes ou a cor do pelo, um problema também destacado na história do cão Dengo, que esperou cinco anos por um lar.
A jornada de Foguinho evidencia os desafios enfrentados por milhares de animais em abrigos, especialmente os mais velhos ou com necessidades especiais. Sua história reforça a urgência da adoção consciente e a necessidade de olhar além da aparência ou da idade, oferecendo uma chance a um animal que, apesar de todo sofrimento, só deseja um lugar seguro para viver seus últimos anos.
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