No lançamento do Pulsa, dermatologista Thales Bretas critica a falta de ética em procedimentos estéticos e defende o autocuidado com responsabilidade. Saiba mais.
Olyvio Marques
Editor · Autocuidado · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
O dermatologista Thales Bretas fez uma crítica contundente à conduta de parte dos profissionais da área médica, afirmando que "muitos médicos usam a fragilidade do paciente para se dar bem". A declaração foi feita durante o evento de lançamento do Pulsa, do Estadão, em entrevista à editora-executiva Luciana Garbin. Atualizado em 30 de junho de 2026.
Thales Bretas, que também é colunista do Pulsa, destacou a importância do compromisso médico com a saúde e a comunicação baseada em ciência. Ele criticou a disseminação de informações sem embasamento, como as tendências contra o uso de protetor solar, que podem levar a desfechos ruins para os pacientes.
“Como médico, a gente faz um juramento de compromisso com a saúde e com a não agressão ao paciente. A responsabilidade com a comunicação também tem esse peso”, afirmou, conforme publicado pelo Estadão. Ele ressaltou que os pacientes confiam nos médicos e que é preciso ter uma visão crítica sobre o conteúdo consumido na internet.
O dermatologista abordou a crescente crise de saúde mental, potencializada pelas redes sociais, que leva a um aumento do transtorno dismórfico corporal. Segundo ele, a busca incessante por procedimentos estéticos pode ter consequências graves, e a responsabilidade recai sobre o profissional.
Ao comentar casos trágicos, como o da mulher que morreu após uma aplicação de PMMA, Bretas foi enfático: “A culpa não é da paciente [...], e sim do profissional responsável por isso”. Ele criticou a prática de alguns médicos que exploram as inseguranças dos pacientes para vender múltiplos tratamentos.
"Brinco que a dermatologia tem um quê de psicologia, mas muitos médicos usam a fragilidade do paciente para se dar bem. Acentuam uma mancha aqui, umas rugas ali [...] e montam um protocolo. A pessoa sai do consultório com uma ficha imensa e uma saúde mental muito pior."
Bretas defendeu que seu trabalho não é promover transformações, mas sim potencializar a beleza e as características étnicas de cada pessoa. Ele observou uma tendência de "desfazer" harmonizações faciais, com pacientes buscando um resultado mais natural e alinhado com sua própria identidade.
Thales Bretas é um médico dermatologista membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD) e da Academia Americana de Dermatologia (AAD). Possui mestrado em Ciências Médicas pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e atua nas áreas de dermatologia clínica, cirúrgica e estética no Rio de Janeiro.
Sua principal crítica é que muitos profissionais se aproveitam da vulnerabilidade e das inseguranças dos pacientes para vender um excesso de procedimentos estéticos, piorando a saúde mental da pessoa em vez de promover o bem-estar.
Ele acredita que o procedimento pode ser importante para repor estruturas que diminuem com o tempo, mas critica o excesso e a padronização, que levam as pessoas a buscarem um rosto igual ao de celebridades. Bretas defende uma harmonização que respeite a etnia e a individualidade de cada um.
A fala de Thales Bretas no evento do Pulsa serve como um importante alerta sobre a necessidade de ética e responsabilidade na medicina estética. Ele defende uma abordagem focada no autocuidado, na valorização da beleza individual e na aceitação do envelhecimento como um processo natural e positivo.
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