Considerado extinto no Uruguai desde o final do século XIX, o pecari-de-colar foi reintroduzido em 2017. Entenda como o projeto trouxe quase 100 animais de volta.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
O pecari-de-colar (Pecari tajacu), mamífero nativo considerado extinto no Uruguai há mais de um século, voltou a habitar os campos do país após um projeto de reintrodução que liberou quase 100 animais em 2017. Atualizado em 13 de julho de 2026.
Também conhecido como cateto ou caititu, seus últimos registros concretos em território uruguaio datavam de 1894, de acordo com especialistas. A reintrodução foi o resultado de 17 anos de preparação, mas o status da nova população ainda exige monitoramento contínuo para garantir seu sucesso a longo prazo.
O retorno da espécie foi uma iniciativa coordenada entre o Bioparque M’Bopicuá e a antiga Direção Nacional do Meio Ambiente do Uruguai. O projeto envolveu um longo processo de manejo que incluiu reprodução controlada, garantia de diversidade genética e avaliações sanitárias.
Em 2017, o trabalho culminou na soltura de quase 100 indivíduos em duas etapas, marcando o retorno do animal ao ambiente silvestre. O governo uruguaio classificou a operação como um avanço em sua Estratégia Nacional de Biodiversidade.
O pecari-de-colar desempenha um papel ecológico fundamental ao consumir frutos, dispersar sementes e revolver o solo enquanto busca alimento. Sua presença restaura interações na fauna nativa, já que também serve de presa para carnívoros maiores.
O sucesso da reintrodução, no entanto, depende de fatores como:
Uma avaliação da Lista Vermelha dos mamíferos do Uruguai, publicada em 2023, classificou a espécie como "não avaliada" no país, destacando a necessidade de obter mais dados sobre a abundância e distribuição da nova população.
Não. A extinção foi local, restrita ao território do Uruguai. A espécie Pecari tajacu continua a existir em uma vasta área que vai do sul dos Estados Unidos ao norte da Argentina, o que permitiu que exemplares mantidos sob cuidados humanos fossem usados no projeto de reintrodução.
Apesar do sucesso da reintrodução de 2017, a população é considerada recente. Por isso, a avaliação nacional de 2023 a classificou como "não avaliada", indicando que são necessários mais estudos e monitoramento para confirmar que os grupos são autossustentáveis e a recuperação é estável.
O retorno do pecari-de-colar aos campos uruguaios é um marco de conservação que repara uma perda histórica de mais de um século. Embora a soltura de quase 100 animais seja um passo crucial, o futuro da espécie no país depende da continuidade do monitoramento e da proteção de seu habitat para que a população se torne permanentemente viável.
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