Monitoramento com câmeras no Parque Nacional do Itatiaia flagra 21 mamíferos e 15 aves, como a onça-parda e filhotes de espécies ameaçadas. Saiba mais.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Um monitoramento de fauna no Parque Nacional do Itatiaia, no Sul Fluminense, identificou 36 espécies de animais vertebrados, incluindo mamíferos e aves ameaçados de extinção como a onça-parda. Atualizado em 29 de julho de 2026.
O levantamento, realizado com armadilhas fotográficas entre fevereiro e abril, faz parte de uma parceria entre o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a organização Onçafari e a Jaguar Land Rover (JLR), iniciada em 2024 para ampliar o conhecimento sobre a biodiversidade local.
Durante a campanha, foram obtidos 3.423 registros em fotos e vídeos, dos quais 1.454 corresponderam a animais, permitindo a identificação de 21 espécies de mamíferos e 15 de aves. O estudo confirmou a presença de diversas espécies com algum grau de ameaça, reforçando a importância do parque como refúgio.
Um dos destaques do monitoramento foi o flagrante de animais se reproduzindo na área. As câmeras capturaram imagens de uma fêmea de gato-do-mato-pequeno acompanhada de um filhote na Trilha Rui Braga, na parte alta do parque. Também foram vistos filhotes de queixada e de gambá-de-orelha-preta. Segundo o ICMBio, a presença de filhotes indica que a unidade de conservação oferece condições favoráveis para a manutenção de populações de espécies ameaçadas.
Além dos animais silvestres, o levantamento também registrou a presença de espécies domésticas ou exóticas, como bovinos, cães e javalis, sendo este último considerado uma espécie invasora que representa um risco ao equilíbrio ambiental.
Foram identificadas 36 espécies de vertebrados, sendo 21 de mamíferos e 15 de aves, a partir de 1.454 registros válidos de animais capturados por armadilhas fotográficas.
A onça-parda não é considerada em extinção, mas está classificada como "Quase Ameaçada" no Brasil, segundo a lista do Ministério do Meio Ambiente, o que reforça a necessidade de sua proteção.
É uma iniciativa iniciada em 2024, fruto de uma parceria entre o ICMBio, a Onçafari e a Jaguar Land Rover (JLR), com o objetivo de estudar a fauna local para subsidiar ações de conservação no Parque Nacional do Itatiaia.
O monitoramento no Parque Nacional do Itatiaia, o mais antigo do Brasil, comprova sua relevância como um santuário para a fauna da Mata Atlântica. A presença confirmada de espécies ameaçadas e seus filhotes demonstra o sucesso das políticas de conservação e a vitalidade do ecossistema local.
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