Felino macho de 90 kg, capturado após 48 dias, passará por avaliação completa antes de ser devolvido à natureza. Entenda os próximos passos da operação.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A onça-pintada macho, capturada em Mandaguari (PR) após uma complexa operação de 48 dias, chegou nesta quinta-feira (2) ao Zoológico Municipal de Cascavel para uma série de avaliações de saúde. O animal, que tem aproximadamente seis anos e pesa cerca de 90 quilos, permanecerá em observação temporária antes de ser reintroduzido na natureza. Atualizado em 2 de julho de 2026.
A captura do felino encerrou uma força-tarefa iniciada em 16 de maio, que mobilizou técnicos do Instituto Água e Terra (IAT), Ibama, Polícia Ambiental, Corpo de Bombeiros e Defesa Civil. O animal foi localizado em uma área rural e monitorado intensamente para garantir a segurança da população e o bem-estar da onça, segundo a bióloga do IAT, Nathália Colombo. A captura ocorreu na madrugada de quinta-feira, quando o animal foi sedado e passou por uma primeira avaliação clínica em campo, que constatou um bom estado de saúde.
A escolha pelo Zoológico de Cascavel foi estratégica, considerando a estrutura técnica disponível e a proximidade geográfica, conforme informado por órgãos ambientais.
No zoológico, a onça-pintada foi instalada em um recinto de quarentena totalmente isolado, sem contato visual ou físico com humanos. "O objetivo é preservar seus comportamentos naturais e evitar qualquer processo de habituação antes da soltura", explicou a bióloga do zoo, Vanilce Pereira de Oliveira. A alimentação será feita sem que o animal veja os tratadores.
A expectativa é que o felino permaneça no local entre 30 e 60 dias. Nesse período, serão realizados exames clínicos e laboratoriais completos, coleta de material genético para pesquisa e a instalação de um radiocolar para monitoramento futuro.
O objetivo final da operação é devolver o animal ao seu habitat natural. O local exato da soltura será definido em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), buscando corredores ecológicos adequados. A captura foi considerada essencial para preservar a vida do animal, que pertence a uma espécie criticamente ameaçada de extinção no Paraná, e sua importante carga genética.
"Queremos aproveitar essa carga genética para reforçar a população de onças", afirmou Pedro Chaves de Camargo, médico veterinário do IAT.
A previsão é que o animal permaneça no zoológico entre 30 e 60 dias para a realização de exames completos e preparação para a soltura, conforme divulgado pela equipe técnica.
A captura foi decidida após uma criteriosa avaliação técnica para garantir a segurança tanto do animal, uma espécie criticamente ameaçada no Paraná, quanto da população local, já que ele estava em uma área próxima a atividades humanas.
Especialistas orientam manter a calma, não correr, afastar-se lentamente e evitar contato visual direto. Após chegar a um local seguro, a ocorrência deve ser comunicada imediatamente a órgãos como o IAT, a Polícia Ambiental ou o Corpo de Bombeiros.
A chegada da onça-pintada ao Zoológico de Cascavel marca uma etapa crucial na operação de resgate. O trabalho coordenado entre diversas instituições reforça o compromisso com a conservação da fauna paranaense, com o objetivo final de devolver o felino em segurança ao seu habitat natural, onde poderá contribuir para a perpetuação da espécie.
Homem de 34 anos foi flagrado com quatro peixes da espécie pintado abaixo do tamanho mínimo permitido no Rio Aguapeí. Saiba mais sobre a legislação e as multas.
A história da baleia Sunset, resgatada após encalhar e que retornou anos depois com um filhote, inspira a conservação da espécie. Saiba mais sobre os desafios que as baleias-francas ainda enfrentam no litoral brasileiro.
Anestesista Ricardo Lima já catalogou mais de 200 espécies de aves em seu bairro e agora monitora um felino ameaçado. Veja como sua paixão inspira a conservação.
O Parque Estadual Carlos Botelho é um santuário para mais de 380 espécies de aves, incluindo a jacutinga. Descubra a importância deste refúgio na Mata Atlântica.