Reconhecida pelo Guinness, a onça-pintada Guardião superou a perda da mãe para a caça ilegal no Amazonas e se tornou a mais velha do mundo. Entenda sua jornada.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A onça-pintada Guardião, que vive no zoológico do Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS) em Manaus, entrou para o Guinness World Records como a mais velha do mundo em cativeiro, mas sua história começou com uma tragédia: ele foi resgatado ainda filhote após sua mãe ser vítima da caça ilegal no Amazonas. Atualizado em 7 de outubro de 2026, o felino teve seu recorde oficializado em 9 de junho de 2026, ao atingir 25 anos e 90 dias.
Nascido em março de 2001 em Tabatinga (AM), na região da tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru, Guardião ficou órfão muito cedo. Conforme relatos do Exército Brasileiro, sua mãe foi morta por caçadores, um destino comum para muitos animais na Amazônia. O filhote foi então acolhido pelo Exército e passou a viver no Parque Zoobotânico do Comando de Fronteira Solimões, em Tabatinga.
Devido à dependência dos cuidados humanos desde tenra idade, o animal não tinha condições de retornar à natureza. Em 7 de agosto de 2007, já adulto, ele foi transferido para o zoológico do CIGS em Manaus, onde vive até hoje e se tornou um símbolo da instituição e da fauna amazônica.
A longevidade de Guardião é uma façanha notável. Na natureza, a expectativa de vida de uma onça-pintada varia entre 10 e 15 anos, enquanto em cativeiro costuma chegar a cerca de 20 anos. O recorde do felino é atribuído a uma rotina de cuidados intensivos e adaptados à sua idade avançada.
Uma equipe multidisciplinar, composta por veterinários, bióloga e tratadores, monitora sua saúde de perto. Sua alimentação é planejada para compensar o desgaste natural da dentição e ele recebe suplementos, como condroitina, para proteger as articulações. Apesar dos 25 anos, Guardião é considerado saudável e mantém comportamentos típicos da espécie, como caminhar pelo recinto, nadar e usar estruturas elevadas.
A onça-pintada Guardião foi reconhecida pelo Guinness World Records como a mais velha do mundo em cativeiro ao atingir 25 anos e 90 dias em 9 de junho de 2026. Ele nasceu em março de 2001.
Guardião vive no zoológico do Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), uma instituição do Exército Brasileiro localizada em Manaus, no estado do Amazonas, desde agosto de 2007.
Sua história é um símbolo de resistência e evidencia o impacto da caça ilegal na fauna amazônica. A longevidade de Guardião também destaca a importância dos cuidados em cativeiro para a conservação de espécies e serve como uma ferramenta de conscientização ambiental.
A jornada de Guardião, de um filhote órfão pela caça ilegal a recordista mundial de longevidade, transforma sua história em um poderoso símbolo de resiliência. Seu recorde não apenas celebra sua vida, mas também reforça a necessidade urgente de combater crimes ambientais e proteger a biodiversidade da Amazônia.
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